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Vila Verde. Sapadores gerem “combustível” em Vade e Ribeira do Neiva

Fernando André Silva

Continua em marcha o plano de queimadas controladas no Norte do concelho de Vila Verde, no âmbito de um programa de prevenção de incêndios florestais aprovado e financiado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, levado a cabo pela Associação Florestal do Cávado.

Nesta sexta-feira, os Sapadores Florestais daquela associação levam a cabo a gestão de combustível de várias parcelas de terreno situadas no Monte do Oural, que abrange freguesias da União do Vade e também de Ribeira do Neiva.

O plano abrange uma extensão total de 584,6 hectares, com uma série de intervenções em 93 parcelas situadas nas localidades de Aboim da Nóbrega e Gondomar, Prado S. Miguel, União de Freguesias da Ribeira do Neiva, União de Freguesias do Vade e Valdreu.

O presidente da Associação Florestal do Cávado, Carlos Cação, defende o plano de queimadas previsto como “uma medida eficaz de prevenção, face às características da zona de intervenção e ao histórico de incêndios, com recorrência cíclica de poucos anos, conforme demonstram os dados da Cartografia de Áreas Ardidas Nacional”.

“Estão em causa áreas de matos de grandes dimensões e de elevada densidade, constituídas essencialmente por tojo, carqueja, urze e codeços, o que facilita a propagação rápida de material combustível e dificulta a eficácia das operações de limpeza“, explica Carlos Cação.

O líder da AFCávado – a associação com maior número de equipas sapadores florestais no país –, adianta que as causas principais que originam incêndios florestais, nesta zona do norte do concelho de Vila Verde passam pela “eliminação de sobrantes através de fogueiras, renovação de pastagens e incidências em zonas de caça”.

Os dados estatísticos oficiais apontam que o município de Vila Verde tem uma média de área ardida anual de cerca de 745 hectares.

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Jornalista