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José Correia reage à “guerra entre irmãos empreiteiros” em Braga

Foto: FAS/ Semanário V
Fernando André Silva

O conflito entre irmão empreiteiros em um edifício que partilham no Parque Industrial de Celeirós, em Braga, já dura há alguns anos e vem conhecendo novos desenvolvimentos conforme são pronunciadas ações judiciais que vão dando razão a um e a outro.

No passado dia 4 de março, nas instalações da Socicorreia e da ACF, empresas de Custódio Correia e António Correia, respetivamente, existiram vários desacatos com relatos de empurrões e tentativas de agressões, como noticiado pelo Semanário V no próprio dia e, mais tarde, na edição digital n.º 160.

Na sequência da publicação do Semanário V, Custódio Correia, administrador da Socicorreia, reagiu através de direito de resposta, explicando a sua parte do conflito ocorrido naquele dia, algo que não agradou a outro irmão, José Correia.

Irmão dos dois empresários e administrador de outra empresa de construções, a JC Group, reagiu esta sexta-feira, após o direito de resposta de Custódio Correia, publicado na edição n.º 161 do Semanário V, contando a sua versão sobre o diferendo que envolve estes três irmãos desde, pelo menos, 2016, acusando o irmão Custódio de “show off” e revelando que também tem ações na empresa Socicorreia.

Direito de Resposta de José Correia (JC Group):

“Confrontado com o envolvimento do meu nome nas notícias que vieram a público nas edições dos últimos dias do Jornal Semanário V (“Guerra insana entre o Grupo Socicorreia e o Grupo ACF, Irmãos António e Custódio Correia), em que eu nada tenho a ver com os litígios aí referidos, fui de uma forma cobarde envolvido, eu e as minhas empresas, nessas publicações, pelo que quanto às afirmações aí constantes passo a esclarecer o seguinte, com a verdade é apenas com a mais inteira verdade:

Não querendo alimentar, de todo, qualquer litígio em praça pública, muito menos quando os mesmos se encontram a ser discutidos em sede judicial, e entendo como empresário e irmão, que os mesmos devem ser tratados, ou no recato da família, ou no âmbito das sociedades comerciais em causa, e, no limite, no sítio público por excelência para dirimir conflitos, que é são os Tribunais.

Mas tem o Sr. Custódio Correia uma apetência enorme para o ‘show off’’ mediático, águas em que ele navega com grande mestria, porque a verdade e a mentira não necessitam de ser justificadas, mas apenas aclamadas.

Neste sentido e contrariando a postura que procuro ter, tanto a nível profissional, como a nível pessoal e familiar, tenho que me socorrer do mesmo meio para repor a verdade e esclarecer cabalmente as afirmações feita pelo Sr. Custódio Correia no seu direito de resposta.

Em relação ao chamado “Grupo Socicorreia” que ele, Custódio, enche a boca como se fosse só coisa sua, confundindo sempre as empresas com os sócios, por pura ignorância, que não é o único dono/acionista/sócio das empresas que compõem o afamado grupo, sendo este composto também por sociedades com participações sociais da minha pessoa.

Quanto à sociedade Socicorreia Engenharia, da qual o Sr. Custódio Correia de forma ardilosa tentou excluir-me, com o mesmo argumento que utilizou noutras sociedades com o mesmo intento, o que não logrou conseguir, face à decisão judicial confirmada já pelo Supremo Tribunal de Justiça e que correu termos inicialmente no Tribunal Judicial do Funchal com o número 98/16.0T8FNC, que declarou ineficaz tal exclusão bem como declarou ineficaz a venda da minha quota à sociedade Socicorreia II (detida e administrada pelo Sr. Custódio Correia).

Esta decisão tem vindo a ser incumprida pela sociedade (e por ele enquanto representante da mesma) dado que se recusa a regularizar a titularidade das quotas, conforme determina expressamente aquele mesmo aresto judicial.

Custódio Correia usou deste expediente legal para lograr afastar o sócio da sociedade e desta forma poder desviar uma grande parte do património societário, quer desta, quer de outras empresas, que passou a controlar pela mesma via, para empresas suas, designadamente a sociedade já referida, Sociedade Socicorreia II, detida e administrada só por ele.

Tendo passado a controlar a Socicorreia Engenharia e a Socicorreia Imobiliária, desviou o imóvel onde está sediada a sociedade ACF, SA, (sociedade esta na qual detenho trinta e três por cento (33%), através de vários contratos simulados entre as partes para sociedades detidas em exclusivo por Custódio Correia, nomeadamente a Sociedade Socicorreia II.

Em relação à sociedade Sociparque, o esquema ardiloso foi o mesmo que praticou na Socicorreia Engenharia, mas desta vez ele conseguiu ludibriar a Justiça, com testemunhos e argumentos falsos, dado que não obstante o capital social ter sido realizado pelos três sócios, convenceu o Tribunal de que não havia sido realizado, sendo, no entanto, apenas por formulações técnicas e falsas e não por materialidade e verdade.

O único intuito do afastamento dos sócios e irmãos da sociedade foi apenas o de controlar a sociedade e desta forma retirar das contas (fazer desaparecer por sua vontade própria) da mesma, uma dívida de 2 (dois) milhões, que essa sociedade devia e continua a dever à sociedade Arlindo Correia & Filhos S.A., assunto esse que está a ser também ele discutido em Tribunal, a aguardar decisão e onde existe claramente uma falsificação das contas da sociedade.

Perante todos estes desideratos, não poderia de todo deixar de utilizar a mesma via para defender o bom nome da minha pessoa e das minhas empresas, que sim, estas são minhas e foram criadas por mim, com o meu trabalho e de muitos colaboradores, que não precisei de forma desonesta, retirar o património aos meus irmãos, nem de ninguém, para poder vingar no meio empresaria e social, que nunca utilizei o espaço público para denegrir terceiros e fazer valer as minhas ‘verdades’ e com isso ganhar notoriedade pública, aliás, todo o meu sucesso empresarial ou pessoal é registado pelas minhas ações, pois não preciso de ter um ressonante de mentiras no espaço público.

Braga, 15/03/2019
José Ferreira Correia

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Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista