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APAV de Braga manifesta falta de técnicos

APAV - Junta de Freguesia de São Victor © Mariana Gomes / Semanário V
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Altino Bessa, o presidente da concelhia do CDS de Braga, reuniou-se ontem com responsáveis do gabinete de Apoio à Vítima (APAV), em Braga, com o objetivo de perceber e solucionar as maiores dificuldades da associação.

Dos maiores desafios da associação, Altino Bessa destaca a falta de técnicos especializados para dar resposta à missão da instituição. “Aquilo que pretendemos é perceber o contexto em que a APAV se situa, quer no concelho de Braga, quer no âmbito distrital”, adiantou o líder centrista após a reunião, ao final da tarde de segunda-feira.

“Queremos perceber as dificuldades que a APAV encontra, quer do ponto de vista de atuação, quer do ponto de vista logístico. Aquilo que a APAV identifica como prioridade é a falta de recursos humanos para poder dar resposta às inúmeras solicitações que tem”, revelou Altino Bessa, acrescentando que “para estes recursos especializados, que neste momento são escassos, há uma procura junto à Câmara Municipal, no sentido de se estabelecer um protocolo para que, de alguma forma, apoie diretamente ou através de um apoio financeiro que possa permitir a contratação desses recursos”.

Este pedido é uma solicitação da APAV que preocupa o centrista, enquanto vereador da Câmara Municipal de Braga.

Na APAV de Braga há cerca de 20 voluntários e apenas um funcionário a tempo inteiro, revelou Altino Bessa.

50% dos casos atendidos na associação são do concelho de Braga, revelaram os responsáveis da APAV. “Isto traz uma responsabilidade acrescida, porque há uma percentagem muito significativa dos casos que são aqui atendidos que provêm diretamente do concelho de Braga”.

A APAV não trata apenas de violência doméstica, sendo que apresenta especialidades “dentro dos próprios técnicos”. O presidente do CDS de Braga afirma que esta reunião surge com o intuito de perceber “os dados tendencialmente crescentes da violência, especificamente da violência doméstica”.

Este crescimento acentuado da violência tem vindo a fazer-se notar em 2019, tendo em conta que o ano passado morreram cerca de 27 pessoas e, este ano, já morreram 12 mulheres e uma criança, apenas no primeiro trimestre do ano.

Outro assunto discutido na reunião desta segunda-feira, foi a necessidade de uma maior proximidade entre as juntas de freguesia e as associações. “Os agentes locais são aqueles que muitas vezes têm o primeiro contacto e têm o conhecimento das realidades locais”.

De acordo com o também vereador da Câmara de Braga, ha três tipos de violência importantes de destacar: a violência sobre mulheres, violência sobre idosos e violência sobre crianças. “Estes são os três grupos que estão mais vulneráveis e mais expostos a esta violência e é para esses que todas estas instituições devem cooperar e ter esta proximidade”.

O presidente do CDS de Braga considera que estas visitas à APAV são uma mais valia para a visibilidade das ações desta associação.

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