Braga

CDS quer saber se autarquias do distrito de Braga tem sinalizados idosos a viver sozinhos

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Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Deputados do CDS-PP enviaram requerimentos às autarquias do distrito de Braga com o intuito de perceber se as Câmaras Municipais sabem quantos idosos vivem isolados e/ou sozinhos nos seus concelhos.

No referido requerimento, as autarquias são questionadas sobre o número de idosos que vivem sozinhos e isolados, se vivem acompanhados por outros idosos, se a autarquia oferece algum tipo de apoio aos idosos que vivem sozinhos e se existe algum protocolo com as IPSS ou Misericórdias para o apoio aos idosos.

O CDS quer, ainda, perceber se existem lares de terceira idade em cada concelho e se os mesmo são acessíveis aos idosos. Além disso, questiona se existe a intenção de desenvolver ações de sensibilização para que os idosos adotem comportamentos de segurança, bem como se a autarquia de cada concelho pretende efetuar a sinalização de idosos a viver sozinhos ou isolados.

“Há cada vez mais idosos a viver sozinhos ou isolados. No último censos sénior, a GNR sinalizou 45.563 idosos que vivem sozinhos e/ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade, devido à sua condição física, psicológica, ou outra que possa colocar a sua segurança em causa. São quase mais meia centena do que no ano anterior e mais de dois mil em relação a 2016, ano que já tinha contabilizado mais do triplo do registado em 2011”, adiantou o CDS em comunicado.

Os deputados referem em comunicado que querem entender o impacto que a sociedade moderna tem nas famílias, nomeadamente nos grupos mais vulneráveis, como os idosos.

“O envelhecimento demográfico traduz alterações na distribuição etária de uma população, expressando uma maior proporção de população em idades mais avançadas. Esta dinâmica é entendida internacionalmente como uma das mais importantes tendências demográficas da atualidade”, afirma o CDS-PP em comunicado.

O estudo do INE – Instituto Nacional de Estatística publicado em julho de 2015, revela que um envelhecimento demográfico da última década.

Verificou-se, em Portugal, o decréscimo da população jovem, dos 0 aos 14 anos, e da população em idade ativa, dos 15 aos 64 anos, como resultado da queda da natalidade e do aumento da longevidade nos últimos anos. Em simultâneo, verificou-se o aumento da população idosa, dos 65 e mais anos de idade.

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