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Mulher colhida por comboio em Famalicão foi espancada pelo ex-marido

(c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

A mulher de 52 anos que perdeu a vida ao final da tarde desta quinta-feira, em Famalicão, era uma vítima sinalizada de violência doméstica, alvo de violência psicológica e agressões do ex-companheiro.

A atravessar um processo de divórcio, a mulher terá sofrido novas perseguições do ex-marido, o que terá levado a este trágico desfecho, sendo colhida por um comboio depois de cair à linha do Minho, junto ao apeadeiro de Mouquim, num ato de aparente suicídio.

O casal residia na Trofa até ao processo de divórcio. A mulher mudou-se para Famalicão e foi alvo de perseguição e violência por parte do ex-marido, com mais de 60 anos, que continuou a residir na Trofa.

Ao que o Semanário V apurou junto de fonte da PSP, a mulher era um dos três casos de prioridade para uma intervenção rápida na cidade de Famalicão, em caso de queixa de violência.

Tinha já vários autos de agressões e perseguições do ex-marido registados na esquadra da PSP de Famalicão.

O último auto registado pela PSP por violência doméstica do ex-companheiro para com a vítima mortal data de fevereiro deste ano. Apesar dos vários autos registados pela polícia ao longo dos últimos meses, o homem permanece em liberdade.

Esta quinta-feira, a GNR deslocou-se ao local e comprovou que a vítima estava sinalizada por queixas de violência doméstica.

No local estiveram também os Bombeiros Famalicenses e a VMER do INEM.

As autoridades levam a cabo investigação sobre a morte desta quinta-feira.

Os restos mortais foram transportados para o Instituto de Medicina Legal para serem autopsiados.

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Jornalista