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Cátia Ferraz. De Sabariz para a RTP: “o jornalismo deve ser a voz do cidadão”

Cátia Ferraz em reportagem © Luís Ribeiro / Semanário V
Fernando André Silva

Cátia Ferraz, de 25 anos, licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, é jornalista na RTP há quatro anos, tendo entrado recentemente para os quadros daquela estação de televisão pública. Natural de Sabariz, concelho de Vila Verde, a jornalista regressou às origens na passada quarta-feira, para gravar uma reportagem sobre “vegetarianismo em idade escolar” para aquele órgão de informação.

Ao Semanário V, não abriu muito o leque sobre a reportagem, até porque será brevemente exibida na estação pública, mas confidenciou que este tipo de trabalho jornalístico é dos que mais lhe apraz – as reportagens mais longas e desenvolvidas.

A trabalhar na RTP há quatro anos, iniciou com um estágio profissional ao sair da Universidade do Minho, onde se licenciou. Anteriormente, estudou sempre nas escolas públicas de Vila Verde. Conta que, ao longo do mestrado em “Jornalismo e Informação”, surgiu a oportunidade de prestar provas na RTP e acabou por ser uma das duas candidatas selecionadas, após várias provas, entre as quais as de aptidão profissional.

Sobre a experiência na estação pública e no jornalismo, Cátia confessa que é esta forma onde está a aprender a ser jornalista. “[Na RTP] estou rodeada por excelentes profissionais, que já eram uma referência para mim e é muito bom para mim poder trabalhar com pessoas que me inspiraram durante o curso e sempre me fizeram sonhar e acreditar no jornalismo”, vinca.

Recentemente integrada nos quadros profissionais, algo que lhe traz uma perspetiva “no jornalismo a médio e longo prazo”, Cátia refere que esse passo é também “tomar consciência de que tudo está realmente a acontecer”. “É a confirmação que o percurso se está a concretizar”, aduz.

Cátia Ferraz em reportagem © Luís Ribeiro / Semanário V

Sobre o trabalho na RTP, explica que faz “de tudo um pouco”. “Faço de tudo um pouco, reportagem de redação, internacional, mas tenho perferência pela área da Sociedade e também Reportagem com trabalhos mais longos”. Cátia gosta de estar no terreno e contar histórias, mas admite que alguns trabalhos de investigação podem seduzir. “O jornalismo deve ser a janela do cidadão, e se tivermos oportunidade de partilhar histórias, interesses, necessidades, problemas e dificuldades das pessoas através do jornalismo, é sempre o mais gratificante”.

Cátia aponta também que é necessário mediar as forças políticas e para isso há que fazer trabalho de investigação. E Cátia sabe como fazê-lo, pois já colaborou em investigações com a equipa do programa de investigação “Sexta às 9”.

“Já tive algumas experiências no ‘Sexta às 9’, e na altura gostei porque achei desafiante irmos à procura das histórias e tentarmos desconstruir os problemas e revelar muitas coisas ocultas. Importa prestar atenção sobretudo do lado das forças politicas para que as coisas mudem”, acrescenta.

Há cada vez mais adeptos do vegetarianismo

Cátia esteve num espaço comercial em Vila Verde que vende produtos e refeições vegetarianas. A reportagem incide sobre a alimentação nas escolas e se estas já seguem o recomendado pelo Governo: disponibilizar refeições diferentes para crianças vegetarianas. “Acho que este tema está mais em destaque e há cada vez mais adeptos, mas no caso das crianças é necessário um cuidado redobrado, daí o objetivo de chamar a atenção para os cuidados que podem ter em conta nesta idade para que não haja carência de ordem alimentar”, termina a jornalista, que deixou uma “promessa” ao Semanário V. “Este ano vou tentar ser eu a fazer a reportagem do Caldo de Pote de Sabariz”, garantiu. E a freguesia agradece.

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Jornalista