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INL e UPorto desenvolvem nova técnica que melhora imagem biomédica para diagnóstico celular

INL de Braga © FAS / Semanário V
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

O INL (Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia), em colaboração com a Universidade do Porto, desenvolveu um novo método de imagem biomédica para diagnóstico celular. Denominado SyncRGB-FLIM, este método combina tecnologias fotónicas de ponta que permitem, de forma fácil, obter imagens clínicas e médicas rápidas e avançadas.

O SyncRGB-FLIM permite uma observação sincronizada de etiquetas fluorescentes com emissão visível no Vermelho, Verde e Azul (RGB, em inglês) ao mesmo tempo.

“Os diagnósticos celulares são usados regularmente para apoiar as escolhas de terapia médica para os principais problemas de saúde enfrentados atualmente em todo o mundo, tais como o cancro e as doenças neurodegenerativas”, avança o INL em comunicado.

O objetivo da investigação e do seu desenvolvimento foi o de reduzir ao mínimo a necessidade de apoio especializado nesta técnica, para uso diário em hospitais.

“O laser ultra-rápido especificamente desenhado e construído para este novo método SyncRGB-FLIM emite luz em impulsos muito curtos, com durações de apenas alguns fentosegundos (um milionésimo de um bilionésimo de segundo). O laser ultrarrápido usado nesta investigação é tão rápido que emite simultaneamente luz coerente que varia do infravermelho ao visível. O ajuste de cores exigido pelos lasers tradicionais não é necessário neste caso, resultando em imagens mais rápidas, mais precisas e minimamente invasivas”, explica ainda o INL.

“Após a excitação das amostras biológicas com o laser ultrarrápido especial, todas as etiquetas emitem sinais ao mesmo tempo. Os sinais são todos gravados com um único detetor pelo que existe a necessidade de distinguir a origem dos sinais. Para separar os sinais e distinguir os diferentes tons RGB é utilizada uma propriedade específica das etiquetas. Essa propriedade é chamada tempo de vida da fluorescência e requer a deteção do sinal com resolução temporal numa escala de tempo rápida, na ordem dos nanossegundos (um bilionésimo de segundo)”.

As letras FLIM surgem do acrónimo inglês para Microscopia de Tempo de Vida de Fluorescência. Segundo os investigadores, o próximo passo para o novo método é apresentar uma solução totalmente pronta a usar, que permita levar o sistema do laboratório para um ambiente médico real.

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