Região

Autarcas do Minho apresentam memorando que defende a regionalização

Foto: CM Bragança
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

As Comunidades Intermunicipais do Norte (CIM), bem como vários autarcas da região do Minho, marcaram presença, este sábado, em Bragança, onde apresentaram um Memorando de Entendimento pela regionalização.

Este memorando prevê a implementação de regiões administrativas em Portugal Continental e acorda propor aos partidos políticos que, nos programas a submeter a sufrágio em outubro, promovam a implementação da regionalização na próxima legislatura.

Em Bragança estiveram cerca de 100 personalidades representativas de várias entidades do norte que subscreveram a proposta.  “As assimetrias aumentaram, o Norte está cada vez mais distante do que é a evolução do país, apesar de ser a região que mais exporta e a região que mais empregos criou nestes anos difíceis da troika”, afirmou Miguel Alves, presidente do Concelho Regional do Norte.

O autarca revelou, ainda, que vai marcar reuniões com os presidentes dos Concelhos Regionais das restantes regiões portuguesas, de modo a envolver a totalidade do território nacional, afirmando que este problema não é do Norte, “mas de todo o país, porque retirando a área metropolitana de Lisboa, o resto do país tem crescido menos que a União Europeia”.

O reitor da Universidade do Minho foi outras das personalidades que estive presente e que assinou o memorando.

A proposta foi consensualizada na reunião que decorreu em Bragança e que juntou os presidentes de Câmara daquele concelho e ainda de Braga, Famalicão, Fafe, Vizela e Caminha, no Minho, e Porto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia, entre outros, além de universidades, associações comerciais e industriais, centros tecnológicos e representantes das comunidades intermunicipais do Alto Minho, Alto Tâmega, Ave, Cávado, Douro, Tâmega e Sousa e Terras de Trás-os-Montes e da Área Metropolitana do Porto.

O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, adiantou que os participantes na reunião assinaram um memorando de entendimento em que propõem que na próxima legislatura seja convocado um referendo nacional para que os portugueses se voltem a pronunciar sobre a implementação de regiões administrativas.

Segundo os subscritores do memorando, a regionalização é “uma etapa decisiva” na consolidação do processo de afirmação da autonomia do poder local.

A reunião foi promovida na sequência do encontro que Paulo Cunha realizou em fevereiro com os presidentes das câmaras de capitais de distrito do Norte e da Grande Área Metropolitana do Porto. O autarca considera que há um contexto favorável a que o tema fosse debatido na sociedade civil, estamos a começar e estamos seguros que se vai estender a todo o país”.

 

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