Destaque Vila Verde

Vila Verde. Escuteiros de Aboim implementam armadilhas contra a vespa asiática

Escuteiros de Aboim preparam armadilhas contra vespa asiática © FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Os escuteiros do Agrupamento 1247 de Vila Verde, com sede em Aboim da Nóbrega, espalharam esta manhã de domingo 40 armadilhas caseiras para minimizar o efeito da vespa velutina [asiática] no região Norte do concelho. Cada vespa fundadora “caça” nas armadilhas será menos um ninho criado na região. Estima-se que sejam evitados centenas de ninhos desta praga invasora que chegou a Portugal em 2011.

Em ação levada a cabo em conjunto com um grupo de apicultores da região, os escuteiros implementaram no terreno as armadilhas construídas ao longo da última semana, numa tática “caseira” mas que, ao que tudo indica, resulta.

Escuteiros de Aboim preparam armadilhas contra vespa asiática © FAS / Semanário V

Os escuteiros utilizaram uma aplicação móvel para sinalizar e monitorizar cada armadilha implementada, na grande maioria junto a apiários, por se tratarem de locais onde as vespas velutinas preferencialmente fazem os ninhos.

Estas armadilhas, seletivas, e construídas com recurso a garrafas de plástico, permitem a entrada de vários insectos, mas também a sua saída, como é o caso das abelhas. No entanto, as vespas asiáticas, de maior dimensão, acabam por ficar encurraladas dentro da armadilha, acabando por morrer.

Escuteiros de Aboim preparam armadilhas contra vespa asiática © FAS / Semanário V

O atrativo é um composto de groselha e vinho, com alto teor de açucares, que atraí as vespas que procuram este tipo de alimento para ingerir calorias. A adição de cerveja preta permite ainda que o isco funcione como repelente para as abelhas, devido ao elevado teor de álcool, que parece não incomodar as vespas.

Presente na ação estiveram também dois apicultores, Domingos Costa, de Aboim da Nóbrega, e Carlos Peixoto, de Gondomar, mostrando satisfação pela implementação destas armadilhas no terreno.

Carlos Peixoto explicou ao Semanário V que esta ação ajuda a atenuar o efeito das velutinas, não só na questão dos ataques a abelhas como em relação a ataques a humanos. “É sempre bom este tipo de medidas mas a vespa asiática é como os Toyotas. Veio para ficar”, lamenta.

Escuteiros de Aboim preparam armadilhas contra vespa asiática © FAS / Semanário V

Também Domingos Costa, principal dinamizador desta iniciativa, louvou o esforço dos escuteiros, e explicou que as armadilhas são “seletivas”, dando espaço às abelhas para entrarem e saírem através de furos criados nas garrafas por onde estas conseguem escapar.

Outra personalidade presente no evento foi Bruno Eiras, presidente da Junta de Lanhas, com o propósito de analisar o desempenho das armadilhas para, futuramente, implementar as mesmas na freguesia de Lanhas, onde os apicultores também são afetados por esta “praga invasora”.

Escuteiros de Aboim preparam armadilhas contra vespa asiática © FAS / Semanário V

Da Junta de Aboim esteve presente Fábio Cerqueira, salientando a importância da iniciativa. Explicou que a Junta de Aboim da Nóbrega e Gondomar providenciou as verbas necessárias para adquirir os produtos para criar o isco para as vespas.

Escuteiros de Aboim preparam armadilhas contra vespa asiática © FAS / Semanário V

Comentários

Acerca do autor

Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista