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Braga. Juventude Popular preocupada com a mobilidade na cidade

Francisco Mota (JP Braga)
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Os Transportes Urbanos de Braga anunciaram uma redução das tarifas, a partir de 1 de abril, em 16%.  Francisco Mota, líder da Juventude Popular (JP) de Braga, considera “esta medida demonstra a aposta do município na mobilidade sustentável, amiga da família e promotora de um envelhecimento saudável para os seniores da nossa comunidade”.

Esta medida surge do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), que, para o presidente da estrutura bracarense, “representa também o acordar, ainda que bastante estremunhado, talvez decorrente do toque das sondagens, do estado central para os problemas da mobilidade, considerando todo o território nacional”.

No entanto, Mota confessa que, “num clima de tanta imprevisibilidade, seria de esperar que a distribuição das verbas do PART fosse desequilibrada, resultando numa certa injustiça”.

Em comunicado, o líder da estrutura bracarense acrescenta que, “segundo os dados disponibilizados, um passageiro de Lisboa vale mais do triplo do que um utilizador de transporte público na nossa região. O primeiro tem uma ajuda de 157.17 euros, enquanto o segundo beneficiará de 44.40 euros”

Apesar de Braga ser a sexta região de Portugal Continental com maior número de passageiros, a cidade “obterá o apoio direto do Estado por passageiro mais reduzido. O cliente da Área Metropolitana do Porto conta com 84.93 euros de apoio direto do Governo”, remata.

Para o líder centrista, “é de louvar qualquer esforço no que concerne ao apoio à mobilidade coletiva na nossa região, este ato demonstra apenas o início do pequeno passo que ainda precisamos de dar. Tudo aponta para que a cidade de Braga tenha, ou se proponha a fazê-lo num curto espaço de tempo, ultrapassado os 220.000 habitantes. Os moradores da cidade têm sentido, de forma progressiva e consistente, um aumento do congestionamento do trânsito”.

Recorde-se que o presidente da Junta de São Victor afirmou que a freguesia de Braga deve sofrer um aumento de habitantes, até 2021, atingindo os 35 mil. Este aumento resultará, consequentemente, no aumento do trânsito na cidade e Braga.

Francisco Mota esclarece que “o desenvolvimento económico, o crescimento do turismo e do número de residentes estrangeiros, que a todos os bracarenses orgulham, são sinónimos do cosmopolitismo que atravessa, de forma cada vez mais significativa, a capital do Minho”. No entanto, “tudo isto acarreta constrangimentos, o que reforça a necessidade de planeamento, nomeadamente ao nível da estrutura de mobilidade da cidade”.

Este aumento de população na cidade cria a necessidade de se “repensar toda a sua estrutura de transportes coletivos”. “A renovação da frota é um aspeto essencial, para o qual o executivo camarário já propôs um investimento de 10 milhões de euros em 2019/2020, ainda assim, no entanto, não será suficiente para a solução integral do problema”, afirma Francisco Mota.

Alguns dos problemas e desafios que o líder aponta passam pelo bloqueio e a obstrução que existe no nó de Infias e a conclusão da variante que estabelece a ligação entre o Nova Arcada e o E.Leclerc.

O presidente da estrutura assegura que os bracarenses podem contar com a JP/Braga “para a apresentação de soluções concretas e sérias para todas estas questões, que decorram de uma visão integrada da mobilidade na cidade”.

“A mobilidade e todas as consequências que dela advém será o desafio da próxima década para a cidade e a região. É necessário assumir, como prioridade, novos mecanismos de transporte coletivo como é o caso do metro”, termina, assim Francisco Mota, desafiando o Governo “a apostar seriamente numa verdadeira democratização do acesso a uma rede de transportes integrada e eficaz”.

 

Foto: Fernando Araújo

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Jornalista