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Caça à cabra brava de regresso ao Gerês. Associações estão contra

Caça no Gerês, revista 'Caça & cães de caça', nº 228 - Outubro de 2016
Fernando André Silva

As “I Jornadas Internacionais – Sustentabilidade Económica dos Espaços Ordenados e Protegidos”, que decorrem nos próximos dias 13 e 14 de abril, contam com o regresso da caça à cabra do Gerês, acusam associações ambientalistas.

Este evento é promovido por duas associações de promoção da caça – Clube Português de Monteiros e Safari Clube Internacional Lusitânia Chapter, com o apoio do Município de Arcos de Valdevez, do Ministério da Agricultura/ICNF, do Turismo do Norte e esperam ainda a presença do ministro do Ambiente e do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural.

O Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS) pediu esta sexta-feira à Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez que não autorize a realização destas jornadas por se tratarem de animais que ainda há bem pouco tempo estavam sob risco de extinção.

Z associação diz que esta cabra foi dada como extinta em 1892 devido ao excesso de caça e que apenas regressou a Portugal em 1998.

Ao jornal Público, o vice-presidente da associação explica que esta espécie teve um percurso difícil em Portugal. “Depois de ser extinta em Portugal, passou só a existir em Espanha. Lógico que o lobby da caça nunca quis devolver as cabras a Portugal para manter essa exclusividade”, explica o ambientalista.

Existem hoje algumas centenas de cabras-bravas a viver no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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Jornalista