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Caso TUB. MP quer ler declarações do antigo dono da MAN/Braga já falecido

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

O Ministério Público (MP) insiste em ler o testemunho do dono da MAN/Braga, no caso da alegada corrupção nos TUB-Transportes Urbanos de Braga.

A magistrada do Ministério Público no julgamento deste caso considera que a decisão do coletivo de juízes de indeferir um pedido de leitura das declarações feitas no inquérito por Abílio Costa, antigo dono da MAN/Braga, é a omissão de uma diligência importante para a descoberta da verdade.

As declarações em causa do proprietário da MAN/Braga, já falecido, incriminam os réus, Vítor Sousa e Cândida Serapicos, Luís Vale, dos TUB, Luís Paradinha, da MAN, e a própria MAN, acusando-os de terem recebido ou pago luvas na comercialização de autocarros daquela marca.

O pedido da magistrada para que o testemunho do dono da MAN seja lido foi rejeitado pelos cinco advogados de defesa dos arguidos.

O empresário denunciou à justiça o alegado “esquema” de corrupção dos TUB de Braga e de Coimbra, testemunhando que era uma espécie de firma-cofre para as alegadas atividades de corrupção da MAN. Nas declarações, Abílio Costa disse que a “Oficina”, por ele gerida e representante da MAN em Portugal, pagava aos gestores das empresas públicas de transportes e a MAN creditava-lhe o dinheiro quando lhe fornecia autocarros. Os arguidos negaram esta tese, acusando o dono de vingança pessoal.

Caso os juízes voltem a recusar a leitura das declarações, o MP poderá recorrer para o Tribunal de Relação, em Guimarães.

 

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