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Variante em Vila Verde ligaria Braga ao PNP-Gerês em pouco mais de meia hora

Vista no topo da Serra Amarela | Foto: FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Todas as forças políticas do concelho de Vila Verde, e um pouco por todo o distrito de Braga, clamam a construção de uma variante à EN 101 que ligue o Sul e Norte de Vila Verde, pelo menos desde o início deste milénio. A obra foi finalmente prometida por um Governo, o de António Costa, e foi incluída no Plano Nacional de Investimentos, com a previsão de ser construída nos próximos dez anos. Algo que pode ser alterado caso o Governo não cumpra esse mesmo plano estipulado, quer por razões administrativas quer pela possibilidade de deixar de ser Governo durante a próxima década.

Atualmente, um habitante de Braga leva, em média, 1h15 minutos a chegar a Lindoso, em Ponte da Barca, no sopé da serra Amarela, onde habitualmente cai neve nos períodos de maior frio. Com a variante à EN 101, o tempo poderia ser reduzido para metade.

Sobre esta construção, o executivo PSD da Câmara de Vila Verde, sob liderança de António Vilela, veio recentemente a público manifestar “indignação” pela não inclusão da variante nas grandes obras do Orçamento de Estado previsto para o ano corrente. Apelidam a construção desta infraestrutura como uma necessidade urgente e indesmentível, apelando ainda à construção de um nó de acesso à A3, em Lama [Barcelos], na fronteira com o concelho de Vila Verde.

Por outro lado, o vereador do PS da Câmara de Vila Verde, José Morais, aponta que “em 20 anos de Governos PS e PSD a Câmara de Vila Verde nunca teve capacidade de influenciar politicamente o poder central ou justificar a necessidade da realização da variante à EN 101”. O vereador dá o exemplo de Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez que conseguiram a construção de uma variante nas últimas décadas. “Hoje os vila-verdenses conseguiram uma primeira vitória pois é a primeira vez que a variante à EN101 surge num programa governamental, com verbas associadas”, disse em janeiro de 2019, após o anúncio da inclusão no PNI 2030.

Conflitos políticos à parte, tanto António Vilela como José Morais concordam que a construção desta variante beneficiaria o concelho, retirando entraves a um maior desenvolvimento do tráfego rodoviário no centro de Vila Verde e na EN 101, e a um salto significativo na qualidade de vida e possível criação de mais emprego e fixação de pessoas na zona Norte de Vila Verde, sendo mais fácil a circulação de pessoas e bens.

Esta variante permitira, por exemplo, uma redução de quase 20 minutos de viagem na EN 101 entre Soutelo e a Portela do Vade, passando a realizar-se a viagem em poucos minutos, argumentaram vários dos políticos e figuras da sociedade vila-verdense ao longo dos últimos anos.

A variante permitira também aos habitantes do concelho de Braga uma diminuição de tempo para chegar a concelhos como Ponte da Barca ou Arcos de Valdevez, e a duas das principais portas de entrada no Parque Nacional Peneda-Gerês. Ligaria também Vila Verde a Monção.

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Jornalista