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Cavaco Silva diz que idade da reforma pode chegar aos 80 anos em 2050

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Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

O ex-Presidente da República diz que a idade da reforma pode passar dos 65 para os 80 anos. Cavaco Silva alerta para o crescimento lento de Portugal e para o aumento da idade da reforma, apontando para que essa mudança aconteça daqui a 30 anos.

No seguimento do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que aponta para a necessidade de aumentar a idade de reforma para evitar uma quebra no sistema, Cavaco Silva afirma que este aumento pode “nao estar muito longe dos 80 anos”, perto de 2050.

“A previsão é de que, daqui a não muitos anos, mas com certeza depois de 2030, as reformas passem a situar-se e um nível bastante superior aos 65 anos que até aqui se conheciam. Fala-se mesmo que, perto de 2050, as reformas passem a situar-se não muito longe dos 80 anos”.

Para Cavaco Silva, a solução passa por uma política “muito forte de apoio à natalidade e não tanto compensar a redução do número de população ativa com a entrada de imigrantes”. O ex-Presidente da República revelou, ainda, não acreditar que os “refugiados que estão a chegar à Europa possam resolver o problema de Portugal, não só porque não estamos numa rota dos imigrantes, mas também porque muitos, quando chegam aqui, tentam depois escapar-se para países como a Alemanha, a França ou os países nórdicos”.

O antigo primeiro-ministro e ex-Presidente da República diz não estar surpreendido com o estudo, que aponta para um aumento da idade da reforma, afirmando não compreender que o ritmo de crescimento económico de países do leste europeu seja superior ao de Portugal.

“Se olhar às taxas de crescimento de Portugal e dos países da zona euro que fazem parte do nosso pelotão – que são a Estónia, Letónia, Lituânia, Eslovénia, Eslováquia e Grécia – verifica-se que a taxa de crescimento de Portugal é muito inferior à de todos esses países. Mas não é de uma décima nem de duas décimas. É muito, muito inferior”, disse Cavaco Silva em entrevista à Renascença.

O antigo primeiro-ministro aponta a “baixa produtividade” portuguesa e a “falta de investimento” como as principais causas para que Portugal esteja a ser ultrapassado por estes países.

 

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