Braga Destaque

APAV. JP de Braga apela a mais apoios locais e municipais no combate à violência

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

No seguimento de uma visita às instalações da APAV em Braga, a Juventude Popular de Braga cosidera que o poder local deveria dar respostas diferentes e apoio efetivo, para que a sua missão possa responder às necessidades. A JP quer que sejam criadas melhorias nas redes de resposta a todos os homens, mulheres, idosos e crianças, que sofrem com os diferentes tipos de violência.

Com o objetivo de compreender o trabalho desenvolvido pela associação, a JP de Braga realizou uma visita às instalações da APAV, em Braga, cuja missão passa por dar resposta e apoio a toda a população que sofre de violência sexual, psicológica ou física.

De acordo com o que o líder centrista, Francisco Mota, afirma em comunicado, “esta associação dá resposta aos 14 concelhos do distrito”. A JP considera, assim, que “o poder local deveria olhar para esta associação de outra perspetiva, oferecendo um tipo de resposta diferente, com um apoio efetivo, de modo que a sua ação no território possa corresponder de acordo com as necessidades”.

O núcleo de BRaga da APAV “apresenta os números mais altos no seu eixo de atuação, no país onde as autarquias locais não oferecem o apoio devido para com a sua missão”, afirma o líder da JP de Braga.

Contudo, “temos o conhecimento que a Câmara Municipal de Braga, e bem, está a vincular com a instituição um protocolo de apoio orçamental, de forma a colmatar a falta de apoio vivida. Acreditamos que o Município de Braga dará, ainda este ano, o seu apoio a esta organização”.

A JP afirma que está “disponível para apoiar esta associação sem fins lucrativos, como aconteceu no último jantar organizado de Mulheres para Mulheres”, onde foi possível angariar cerca de 200 euros.

A gestão da APAV em BRaga é feita por apenas um técnico superior, sendo todos os processos trabalhados por um grupo de voluntários, entre psicólogos, sociólogos e juristas.

Na opinião do líder da estrutura, “o Governo português não tem uma resposta direta para estas organizações. Acreditamos que não deve estar nas mãos do Estado todas as respostas, quer sejam sociais ou de outro âmbito”. No entanto, “o Estado não se pode afastar do apoio a estas organizações que assumem a responsabilidade e a resposta no seu lugar, sem adquirirem o apoio estatal devido”.

 

Comentários

Acerca do autor

Mariana Gomes

Mariana Gomes

Jornalista