Destaque Vila Verde

Vila Verde. Camiões do lixo podem parar nos próximos dias por falta de combustível

(c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

A crise energética que está a afetar postos de combustível em todo o país, face à greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas está a preocupar algumas empresas de serviço público que dependem deste meio para se deslocar.

Esta manhã, na bomba da BP, no centro de Vila Verde, camiões da ECOREDE, empresa que recolhe os resíduos no concelho, enchem os depósitos enquanto ainda há combustível. No entanto, já foram forçados a abastecer com Gasóleo premium, porque o simples já esgotou naquele posto e não há previsão para reabastecimentos.

O Semanário V falou com o funcionário da ECOREDE responsável pelo abastecimento que nos indicou que os camiões que estão parados no estaleiro em Oleiros estão a deslocar-se a Vila Verde com o único intuito de abastecimento.

O mesmo funcionário, que não quis ser identificado, assegura que “mais dois dias e pode ficar o lixo por recolher”. “Se não houver gasóleo não se recolhe o lixo”, explica o mesmo funcionário.

Outros camiões que fazem “a volta” durante esta manhã vão também ser reabastecidos ao início da tarde, naquele mesmo posto, caso ainda exista gasóleo.

A reunião entre Governo, sindicato e patrões terminou sem acordo por causa da greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, mas a paralisação vai continuar. Segundo o presidente da ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias), a reunião serviu para clarificar os serviços mínimos na requisição civil.

“A reunião serviu para uma clarificação dos serviços a executar e, portanto, abaixo dos serviços mínimos estamos a falar de uma questão ilegal em que as pessoas têm de perceber que estão escaladas para este serviço e, a favor ou contra, têm de ir trabalhar”, afirmou Gustavo Paulo Duarte, presidente da ANTRAM, no fim da reunião.

Os serviços mínimos garantem assim aquilo que está escrito na requisição civil: aeroportos, hospitais e grandes centros de consumo serão abastecidos “a 100%”. Já os centros de serviço público terão constrangimentos, como os que já se têm sentido no dia de hoje.

Comentários

Acerca do autor

Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista