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Vila Verde. Funcionários das “bombas” evitam agressões. “É o caos para abastecer primeiro”

(c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Vivem-se horas complicadas para quem é funcionário de postos de abastecimento de combustível um pouco por todo o país, com um afluxo fora do normal para abastecimento. No posto de combustível da BP, no centro de Vila Verde, já não há gasóleo simples, e os restantes combustíveis devem esgotar ainda durante o dia de hoje.

Carlos Araújo, funcionário daquele posto, indicou ao Semanário V que, para além do trabalho redobrado para dar “vazão” à procura, foi ainda obrigado a separar duas mulheres que, ao início desta manhã, preparavam-se para troca de agressões devido a uma ter “furado” a fila.

“Isto está muito difícil. Estou desde ontem sempre sem parar, quando abasteço um carro já estão mais dois à espera”, desabafa o funcionário, contando que “esta manhã, uma mulher passou à frente de outra e saíram as duas do carro e começaram aos insultos. Tive que separar para que não chegassem a vias de facto”, indica o funcionário.

A reunião entre Governo, sindicato e patrões terminou sem acordo por causa da greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, mas a paralisação vai continuar. Segundo o presidente da ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias), a reunião serviu para clarificar os serviços mínimos na requisição civil.

“A reunião serviu para uma clarificação dos serviços a executar e, portanto, abaixo dos serviços mínimos estamos a falar de uma questão ilegal em que as pessoas têm de perceber que estão escaladas para este serviço e, a favor ou contra, têm de ir trabalhar”, afirmou Gustavo Paulo Duarte, presidente da ANTRAM, no fim da reunião.

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Jornalista