Braga

“É vergonhoso que António Costa tenha dito que Portugal é Lisboa e Porto”, diz JSD de Braga

João Freitas Alcaide - presidente da JSD Braga
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

No seguimento da greve dos trabalhadores das empresas de transporte de matérias perigosas, a concelhia de Braga da Juventude Social Democrata (JSD) veio a público expressar que “é absolutamente lamentável e vergonhoso que o Governo, em particular António Costa, tenha dito que Portugal é, única e exclusivamente, Lisboa e Porto. E que o resto do país é, apenas e só, paisagem”.

De acordo com o presidente da JSD Braga, João Freitas Alcaide, “quando nos referimos à governação do país, impõe-se que, em especial nas circunstâncias mais adversas, o primeiro-ministro esteja à altura do momento, assim como das funções que exerce”.

O líder da JSD de Braga acusa António Costa, bem como o Governo, de não estar “à altura das circunstâncias”. João Freitas Alcaide continua, considerando que deveria ser uma exigência que o Governo, “designadamente o primeiro-ministro, se assumisse como um reduto de confiança”, numa situação que causou constrangimentos para a satisfação de necessidades coletivas.

“Num contexto de autênticas correrias em todo o país aos postos de abastecimento de combustível, de mais de mil bombas encerradas e mais de duas mil afetadas de norte a sul, de aeroportos com falta de abastecimento, de aviões desviados para Espanha para abastecer, e de transportes públicos condicionados, este Governo, por meio de Despacho, estabeleceu como serviços mínimos o ‘Abastecimento de combustíveis aos postos de abastecimento da grande Lisboa e do grande Porto, tendo por referência 40% das operações asseguradas em dias em que não haja greve'”.

“António Costa afirmou, por Despacho, que Portugal é, única e exclusivamente, Lisboa e Porto. António Costa diferenciou, por Despacho, os portugueses de 1.ª, os de Lisboa e Porto, e os portugueses de 2.ª, todos os demais.”, disse o presidente da JSD de Braga.

Para João Freitas Alcaide, “este Governo considerou que cumpria serviços mínimos ao país prestando-os, unicamente, em duas regiões do país”.

A JSD ressalta, ainda, o caso do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), uma medida para a promoção da utilização dos transportes públicos, na qual dos 104 milhões de euros previstos para a respetiva execução, “distribui 73 milhões à área metropolitana de Lisboa, 15 milhões à área metropolitana do Porto e os restantes 16 milhões ao resto do país”.

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