Região

Nesta freguesia de Famalicão a “cruz” foi substituída pela imagem de Cristo “ressuscitado”

Fernando André Silva

Na freguesia de São Martinho de Cavalões, concelho de Vila Nova de Famalicão, o compasso pascal apresenta um fator diferenciador em relação à grande maioria de compassos da região Norte do país.

Ao invés da tradicional representação de Cristo crucificado na “cruz”, como lhe chamam desde tempos antigos, Cristo vem já ressuscitado e de braços abertos para anunciar a “boa nova”.

A medida foi implementada no início da década de 2000 pelo padre Vítor Novais, não só em Cavalões mas também nas paróquias de Santo Adrião e Brufe, na mesma arquidiocese, como nos contou Amândio Silva, ministro pascal de um dos compassos desta freguesia.

Conta ainda que o pároco, que atualmente é reitor do Seminário Maior de Braga, explicou que a figura de Cristo no Domingo de Páscoa deve ser uma figura viva e não a figura de Cristo morto na cruz. A sugestão foi bem aceite na freguesia e, 19 anos depois, a tradição mantém-se, apesar de já vários párocos terem passado pela paróquia de Cavalões.

Este ano, são três as procissões que, embora sem cruz, levam a tradição católica e cristã aos mais de 1.500 habitantes da freguesia.

Esta nova disposição da “cruz” que vai ao encontro dos fiéis em suas casas para o “anúncio da ressurreição”, foi implementada já em outras paróquias do concelho e da região, e já ninguém estranha que a “cruz” seja agora a figura de Cristo ressuscitado.

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Jornalista