Amares

Amares. Travessia de Fiscal serviu para “evocar o amigo padre Joaquim”

Foto: FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Depois de quase meio século à frente da paróquia de Fiscal, o padre Joaquim Costa faleceu no início deste mês, sendo por isso alvo de homenagem durante vários períodos das celebrações pascais daquela freguesia de Amares.

O padre Vítor Ferros foi o substituto nas celebrações deste ano, não esquecendo o eterno padre da travessia das barcas de Fiscal. Antes de se cumprir a tradição, o pároco vindo de Braga, em conjunto com um seminarista, comparou a passagem pelo rio Homem à “passagem do mar vermelho pelo povo de Israel”.

Com experiência no transporte via fluvial por ter cumprido missão cristã na Amazónia, padre Ferros encarou esta procissão como uma homenagem a quem “tantas vezes a fez”.

Durante a bênção das cruzes, na margem esquerda de Fiscal, evocou a vida do padre Joaquim Costa, de quem diz ter partido fisicamente mas “espiritualmente” está entre os que acreditam na ressurreição, até porque é isso que é anunciado com o compasso pascal.

“O saudoso padre Joaquim está vivo e entre nós na comunhão dos seus e assim continuamos anunciando Cristo”, vincou o pároco, antes das barcas receberem os compassos para a travessia.

Alguns metros após o local do embarque, um cartaz gigante ostentava a fotografia do padre Joaquim, ouvindo-se centenas de pessoas aplaudirem quando a barca das cruzes lá passou.

Ao final da tarde, novamente altura de evocar o pároco falecido no início deste mês, desta feita quando a tradição se manteve com as “cruzes” de Fiscal a encontrarem-se com as de Carrazedo, freguesia vizinha onde o compasso também sai à segunda-feira.

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Jornalista