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25 de Abril. Vila de Prado recebeu as comemorações do Dia da Liberdade

A cerimónia de comemoração do 25 de Abril decorreu fora de Vila Verde, no âmbito da descentralização destas comemorações para as freguesias, por parte do presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela. Este ano foi a Biblioteca de Prado que recebeu as comemorações.

O Dia da Liberdade ficou marcado com uma intervenção por parte dos grupos parlamentares da assembleia municipal de Vila Verde. Em dia do 45.º aniversário da Revolução dos Cravos, o Clube Naútico de Prado, a Federação Portuguesa de Canoagem e o chef de pastelaria Miguel Lopes, receberam votos de louvor do Município de Vila Verde pelo trabalho que têm desenvolvido junto da comunidade.

O presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, reforçou a importância das comemorações celebradas hoje, que assinalam “45 anos de democracia e liberdade”. Para o edil, o 25 de Abril foi “uma das maiores conquistas da história recente do nosso país”.

“Os meios de comunicação social, apesar de censurados, revelavam mundos diferentes, novas formas de viver, diferentes perspetivas culturais e educativas, outras mentalidades”, continuou António Vilela.

“O 25 de Abril devolveu aos portugueses direitos fundamentais que ficaram consagrados na Constituição de 1976 e a esperança renasceu em Portugal”.

O presidente da Câmara destacou o “direito a uma vida digna”, o “direito à saúde, à habitação, à educação, ao trabalho e à greve”, como grandes conquistas do regime democrático.

Foi, ainda, reforçado, no discurso do edil, a importância de uma democracia adulta “que tem vindo a crescer e a amadurecer também e principalmente alicerçada num poder local ativo, dinâmico e empreendedor”.

Para o autarca, uma das maiores conquistas da Revolução dos Cravos foi o “poder autárquico livre e democrático”, que deu a possibilidade às populações de ganhar “o poder de eleger os seus representantes nos órgãos de poder autárquico”.

A sessão iniciou com o discurso do presidente da Junta de Freguesia de Prado, Albano Bastos, que recordou o 25 de Abril como uma das conquistas mais importantes da história portuguesa.

Aproveitando as celebrações da independência e liberdade, o presidente fez um apelo ao voto e à participação cívica dos cidadãos.

“As vantagens de pertencemos à União Europeia são enormes. É certo que nem tudo é um mar de rosas, mas é indiscutível que aqui ainda imperam os valores democráticos”, disse, acrescentando que “a democracia ainda é o melhor sistema político, apesar das suas limitações”.

Por parte do CDU, Sérgio Sales interveio para reafirmar que “a revolução de abril constitui uma grande revolução histórica do povo português”.

O dia 25 de abril de 1974, marcado pela luta de militares, aos quais se juntaram os civis, “transformou profundamente toda a realidade nacional, que pôs fim 48 anos de cultura fascista e realizou profundas transformações democráticas”.

 

© Mariana Gomes / Semanário V

 

De seguida, o CDS-PP, por voz de Cláudia Pereira, relembrou a data que hoje se assinala, recordando que “ainda temos uma longo caminho a percorrer para alcançar uma sociedade mais justa”

Cláudia Pereira aproveitou a ocasião para reforçar e relembrar as desigualdades que atualmente ainda são visíveis no que diz respeito aos dois géneros. Destacou, desta forma, as diferenças salariais, as opções nos postos de direção e, ainda, na política. Cláudia Pereira lembrou que “alcançamos a liberdade para nos manifestarmos”.

Conceição Alves deu voz às declarações do PS, com um discurso que valorizou o trabalho dos portugueses na luta pela liberdade. “Hoje, os nossos pensamentos e palavras, que entre muitas outras nos vêm à memória, serão porventura, a liberdade, a democracia, partidos e eleições livres, o poder local democrático, a liberdade sindical,o pensamento livre, o associativismo, a escola e a saúde para todos, a paz, o pão e a habitação”.

Conceição Alves sublinhou que estás palavras, para os portugueses, ganharam significados diferentes após o 25 de abril.

Conceição Alves recordou que começou “a vida da Democracia” neste dia. “A verdade é que nestes 45 anos da Democracia, o nosso país tem conhecido um período de prosperidade, de progressos e de conquista de direitos. Não está tudo feito e nem tudo o que se fez foi bem feito”.

Em nome do Partido Socialista, Conceição Alves destacou a importância do poder local. “A par do poder central emergiu um poder local, como uma identidade indispensável e um dinamismo próprio”.

Carlos Correia, do PSD, destacou a importância do poder local, como “um dos motores de progresso e modernização do país”.

“Prestar homenagem à liberdade é dar importância a um valor que nunca podemos considerar adquirido”.

Carlos Correia sublinhou que faz parte de uma geração que nasceu com a liberdade e que “deve ao 25 de Abril a liberdade de pensar, de participar, intervir e discurdar”.

O representante do PSD, reforçou a ideia de que “o poder local tem sido um dos motores de progresso e realização do país”. “A democracia está submetida à pressão dos meios da comunicação social e à rapidez com que circula a informação”, referiu.

Terminou, afirmando que “acreditar no futuro, é olhar para as dificuldades, não como obstáculos intransponíveis, mas como barreiras a superar”.

 

© Mariana Gomes / Semanário V

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