Braga

Sindicato denuncia agressões em call center na Estação de Braga

O Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC) veio hoje a público denunciar um despedimento de uma trabalhadora, um ano depois da mesma ter sofrido alegadas agressões por parte de um colega, no call center “Concentrix”, sediado no edifício da Estação de Comboios de Braga. O sindicato acredita que o despedimento está relacionado com essa ocorrência de maio de 2018.

Em nota enviada à imprensa, aquele sindicato aponta que a trabalhadora em questão foi agredida fisicamente e verbalmente por um colega a 22 de maio de 2018, situação que terá sido testemunhada por um supervisor.

Dois dias depois, a trabalhadora inicia uma suspensão até 19 de junho, a mando da entidade empregadora, altura em que terá retomado o trabalho. A 20 de julho de 2018, terá recebido uma nota de culpa com intenção de despedimento, algo que, afirma o sindicato, terá sido depois revogado sob pretexto de se tratar “de um lapso”. Afirma o SCTT que não foi dada qualquer explicação à trabalhadora que determinasse o processo disciplinar ou intenção de despedimento, tendo posteriormente sido referido que se tratou de um lapso.

Quatro dias depois de receber a carta de despedimento, o “lapso” terá sido retificado pela entidade empregadora, regressando a trabalhadora à Concentrix, reitera o SCTT em nota enviada.

De acordo com o documento, após o seu regresso, a trabalhadora terá sido ostracizada e alvo de perseguição e assédio por parte de uma chefe. Foi novamente afastada e recebeu uma carta a informar um novo processo disciplinar que culminou com um uma carta de caducidade de contrato com a empresa.

O sindicato diz ter reunido com Ahmed Aboulezz, representante da Concentrix em Portugal, e que o mesmo reiterou a decisão comunicada pela empresa subcontratada para o efeito de contratar trabalhadores para aquela empresa multinacional.

O SCTT agora pede que a situação, que considera “injusta”, seja “revertida”, apontando que usará “todos os meios ao seu dispor” para esse efeito.

A Concentrix ainda não se pronunciou sobre o assunto em questão.

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