Braga

Festival Política estreia-se em Braga

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O Festival Política chega, pela primeira vez, à cidade dos arcebispos nos dias 9, 10 e 11 de maio. O gnration vai ser palco de todas as atividades, este ano, relacionadas com o tema Europa, cuja entrada é gratuita.

Um dos criadores do Festival Política, Rui Marques, natural de Braga, revelou ao Semanário V que esta iniciativa “teve a sua primeira edição há dois anos em Lisboa”. Surgiu com o propósito de “criar um evento que juntasse pessoas de diferentes gerações para discutir assuntos políticos, onde os protagonistas não fossem os políticos, mas sim a sociedade civil”.

Após três edições na capital, o Festival que se dedica, este ano, à Europa, foi descentralizado para Braga.

“Sempre tivemos a ideia de descentralizar o festival. Braga tem uma grande dinâmica associativa, tem uma massa estudantil e universitária e uma população que adere em força a novos conceitos culturais. Apresentámos a proposta à Câmara Municipal, que decidiu apoiar a realização do evento durante estes três dias”, referiu Rui Marques.

Em Lisboa o festival recebeu cerca de 4 mil pessoas nas suas 30 atividades, ao longo de 4 dias. Em Braga a expectativa é que a programação, “que inclui espetáculos de humor cinema, debates, visitas guiadas e atividades para famílias, desperte a atenção dos bracarenses”.

Diretor adjunto da revista “Meios & Publicidade”, Rui Marques explicou o tema escolhido para esta edição, a “Europa”, uma vez que se trata de um ano de eleições europeias. Há quatro anos, as eleições europeias “registaram uma taxa de abstenção de 66%” e, entre os jovens, a taxa de abstenção “chegou aos 80%”.

O fundador do festival admite que estes “são números preocupantes” e, por isso, “o Festival Política quer ser uma montra e um laboratório do poder da cidadania na reformulação do projeto europeu. Daí que a programação aborde temas como as desigualdades, as crises migratória e económica, os nacionalismos, as liberdades e seus condicionantes, através da música, cinema, performances, debates, workshops e talks”.

Com este Festival, o objetivo passa por, “principalmente desmistificar a ideia negativa em torno da atividade política”. Rui Marques acredita que os cidadãos “têm muitas razões de queixa em relação a algumas práticas de quem ocupa lugares públicos”. No entanto, defende que “cabe à cidadania ser mais reivindicativa, saber escrutinar e exigir transparência por parte das instituições. Ora, não é seguramente abstendo-se das eleições ou alheando-se do debate público que se consegue alcançar esses objetivos”, acrescenta.

A cidade de Braga acolhe as atividades que serão protagonizadas, em vários momentos, “por investigadores e artistas que vivem na cidade”. Os organizadores do festival não escondem a vontade de realizar outras edições do Festival Política em Braga, destacando o facto de que a cidade será, no próximo ano, a “Capital da Cultura do Eixo Atlântico”.

Nas 19 atividades que o festival apresenta, destaca-se o humorista Hugo van der Ding, que promete fazer uma viagem pelos preconceitos europeus e sobre as várias personagens que ajudaram a escrever a História do continente. A humorista Cátia Domingues associa-se, também, ao evento, com o objetivo de dinamizar um workshop sobre como o humor ajuda a combater a discriminação e o discurso de ódio.

Destaca-se, ainda, um speed dating, cara-a-cara com representantes dos grupos parlamentares com assento na Assembleia da República. Durante cinco minutos “será possível estar cinco minutos numa conversa individual com um deputado onde se pode apresentar todo o tipo de ideias ou reclamações”.

Este festival, segundo Rui Marques, atingiu um elevado nível de popularidade em países como a Itália, o Reino Unido e a Europa do Norte. Para Braga, o fundador do festival apela à participação da população com “ideias, propostas e críticas”, que poderão ser apresentadas no “cara-a-cara com deputados da Assembleia da República”.

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