Vila Verde

Comemorações de Sá de Miranda em Ribeira do Neiva? Álvaro Santos lança o debate

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Álvaro Santos, atual presidente da Mesa de Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, veio hoje a público defender a passagem das comemorações “quinhentistas” do poeta Sá de Miranda para a União de Freguesias de Ribeira do Neiva.

Em comunicado enviado ao Semanário V, explica que foi “a partir dali” que Sá de Miranda ” escreveu uma significativa parte da sua
obra”, achando justo que se centralizassem as comemorações do poeta na freguesia de Duas Igrejas, onde está situada a casa onde viveu mais de 20 anos.

No arranque das comemorações, a cargo do Município de Vila Verde, Álvaro Santos elogia estas “ações dedicadas à passagem de Sá de Miranda pelo concelho”, porém deixa o alerta de que “é altura de se fazer uma reflexão descomplexada sobre qual a melhor forma de homenagear, sinalizar e rentabilizar a passagem do poeta pelo concelho”.

O líder de plenário da SCMVV alude à concentração sistemática das festas na sede concelhia, porém refere que estas festividades podem ter potencial e “maior projeção”, sendo deslocadas para junto da casa onde o conhecido poeta viveu.

“A reflexão em torno desta questão tem que ser serena, sem bairrismos exacerbados e despida de interesses meramente táticos quanto ao número de votos existentes num e noutro local”, alude Álvaro Santos, sugerindo argumentos para discussão desta matéria.

Propõe que a “Casa do Côto” seja o “grande ancoradouro” de toda a atividade e estratégia de promoção do evento, sugerindo a criação de um museu, uma biblioteca temática ou um centro de estudos avançados sobre a vida e obra do autor.

De forma a tirar partido da beleza paisagística de Ribeira do Neiva, Álvaro Santos sugere ainda a criação de trilhos pedonais e de BTT “que levariam os utilizadores a ver paisagens deslumbrantes a partir de pontos que só alguns tiveram o prazer de vivenciar”.

O também professor acredita que, com esta medida, “estudiosos e os estudantes de vários pontos do país teriam curiosidade em visitar o local e, por certo, estudariam e ‘viveriam’ o poeta com maior intensidade”.

Crê também Álvaro Santos que esta mudança “ajudar-se-ia à dinamização da vida económica, social e cultural da Ribeira, promovendo a fixação das populações e, por fim, mas não menos importante, far-se-ia justiça para com o local onde afinal o poeta viveu, devolvendo à Ribeira do Neiva o que é seu por direito próprio”.

Embora um dos proprietários tenha dito ao Semanário V que a casa poderia ser restaurada em 2018, o Solar do Côto encontra-se atualmente em estado de ruína.

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