Região

Ponte de Lima. Empresário de pirotecnia revoltado com a PSP

O empresário David Costa, antigo gestor da conhecida Pirotecnia Minhota, responsável pela grande maioria dos fogos de artifício dos grandes arraiais e romarias do Minho, está revoltado com a interpretação da PSP que levou à sua detenção, a 11 de abril, no âmbito da operação Fireworks II.

Em declarações ao Jornal de Notícias desta sexta-feira, o empresário aponta que a sua empresa ficou bloqueada com os paióis lacrados pela polícia, deixando 25 trabalhadores em situação “muito complicada”. O industrial diz mesmo que a empresa poderá fechar portas, apontando perdas na ordem dos 150 mil euros, só no período da Páscoa.

David Costa ficou impedido de tomar decisões na empresa, quer através de gestão, ou mesmo de se deslocar fisicamente às instalações, depois da investigação que levou à detenção de nove empresários do ramo da pirotecnia.

O industrial limiano está obrigado a apresentar-se no posto da GNR de Ponte de Lima duas vezes por semana, mas relatou ao jornal que irá pedir a alteração das medidas de coação aplicadas e tudo fará para pedir a demissão do diretor responsável pelo departamento de armas e explosivos da PSP, a quem acusa de “denegrir a imagem” das empresas de pirotecnia, “por ignorância ou por mentira”.

A PSP revelou na altura das detenções que a investigação durou dois anos e “comprovou que os artigos de pirotecnia mais perigosos eram rotulados como de baixa perigosidade, aumentando assim as capacidades de armazenamento e de transporte”.

David Costa foi acusado de rotulagem ilegal, posse de explosivos proibidos e falsificação de documentos.

Partilhe esta notícia!

Comentários

topo