Vila Verde

Falperra 2019. Voluntários alertam para não fazer lixo e evitar zonas de risco

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Bancada na Zona do Papa (c) FAS / Semanário V

Já aquecem os motores para estes dois dias de Rampa da Falperra, a quadragésima edição da mais mítica prova de desporto motorizado de Braga, que conta com vários elementos voluntários do Clube Automóvel do Minho (CAM) para levar a cabo a sua organização e realização.

Falámos com o responsável por um desses grupos de associados do CAM, encarregue de um dos locais mais míticos da prova, a chamada “zona do Papa”, onde decorre a chegada dos pilotos ao topo da rampa.

Duarte Prestes e a sua equipa estão há vários dias a ultimar pormenores naquela área, como a colocação dos placards publicitários, a coordenação da montagem da bancada, também situada naquela zona, e de uma tenda vip com ar condicionado para ajudar a combater o calor.

“Este é um evento que é da nossa cidade e para quem gosta de desporto motorizado”, indica Duarte Prestes, revelando que tanto a sua equipa como outras de voluntários do CAM “fazem isto por gosto e amor à camisola”.

Voluntários montam Tenda VIP (c) FAS / Semanário V

Sobre a organização, Prestes aponta uma “logística brutal, em termos de pilotos, estadia, alimentação, segurança, forças policiais, televisões, publicidade, tudo para que as coisas corram bem”, indicando que é intenção da prova “dar ao público o melhor evento possível”.

Questões ambientais

Duarte Prestes deixa o alerta para que este seja um evento de alegria e de festa, sem fatalidades. “Pede-se ao público que tenha o máximo respeito pelas forças de segurança e também que respeitem a natureza e que usem os sacos que vão ser entregues como se estivessem em casa”, salienta.

Alguns elementos do seu grupo vão distribuir sacos para armazenar lixo durante os dois dias de prova, de forma a evitar encargos extra para a AGERE, empresa paga com dinheiros públicos.

Segurança

Os voluntários ajudaram ainda a colocar as fitas vermelhas nos locais considerados “de risco” por analistas e engenheiros que avaliam a rampa.

“Aqui há zonas mais rápidas, de curva, de travagem onde analistas acham que há probabilidade de poder embater, logo coloca-se fitas para que os espetadores não entrem nessas zonas”, explica o voluntário.

Prestes recorda que, na edição de 2018, as fitas vermelhas foram desprezadas por algumas pessoas que não ganharam para o susto quando um brutal acidente desfez a frente de uma das viaturas em competição.

Inovações este ano

Uma das principais inovações deste ano é a transmissão em canal aberto da CMTV, além de um grande investimento a nível da fibra ótica com a rampa a ficar sonorizada em todo o curso. Para isso, foi dado o naming à Altice, que arcou com os custos da instalação.

Prestes sublinha que a bancada e a zona vip são repetições do ano passado, mas que este ano a bancada vip tem ar condicionado e comes e bebes à discrição.

Há também exposição de viaturas e de vinhos, de alguns patrocionadores, assim como catering e porco assado.

A “zona do Papa” é privelegiada por ser a chegada da Rampa, e a última curva que antecede a meta . Tem sempre muita afluência de público. Os bilhetes para a bancada custam 15 euros o bilhete, estando disponíveis cerca de 200 lugares.

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