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Câmara de Braga aprova com críticas da oposição plano de integração de migrantes

Cidade de Braga © Mariana Gomes / Semanário V
Agência Lusa
Escrito por Agência Lusa

A câmara de Braga aprovou hoje por unanimidade o Plano Municipal para a Integração de migrantes no concelho 2018/2020, mas a oposição criticou a demora na aprovação daquele documento, considerando-o ainda “deficiente”.

Aprovado hoje em reunião de câmara, segundo explica no documento o presidente da autarquia, Ricardo Rio (PSD/CDS-PP/PPM) “leva em conta a monitorização e avaliação” das comunidade e “uma atualização das necessidades de oriundos de países terceiros” a viverem em Braga.

“Assenta numa estratégia de desenvolvimento sustentável para o concelho através da criação de novas oportunidades para a inclusão e fomento da coesão social”, lê-se no documento.

No entanto, para a oposição, pela voz do vereador da CDU Carlos Almeida, o plano já vem tarde: “Falta organização, estratégia e uma ação integrada que permita dar uma resposta que as comunidades precisam quando vêm viver, trabalhar ou estudar para Braga”, disse, referindo que o documento devia estar em vigor desde 2018.

“Não se entende que apenas agora tenha sido sujeito a votação”, afirmou, até porque, lembrou, a alteração na comunidade e migrantes “está a alterar com muita velocidade”, nomeadamente no que diz respeito às escolas “com a necessidade de integração de novos alunos que chegam todos os meses”.

Já para o PS, o documento é “um plano deficiente” e sem o apoio necessário por parte dos serviços, segundo deu conta a vereadora socialista Helena Teixeira: “É [um plano deficiente] que não ajuda nos aspetos mais importantes. Fazem encontros de culturalidade e de promoção da integração, mas não promovem e não ajudam nas dificuldades do dia a dia de quem quer viver e trabalhar no concelho”, referiu.

Tal como disse a CDU, para o PS os principais problemas passam pela integração nas escolas, “acesso o acesso ao arrendamento a custos controlados, assim como processos de legalização, acesso ao mercado de trabalho”.

Em resposta, o vice-presidente da autarquia, Firmino Marques, responsável pelo documento, defendeu que “este plano é o corolário” do trabalho do município, apontando evoluções em relação ao último plano do género como o curso de português, além da constituição de instituições de apoio que têm sido determinantes para envolver, apoiar e integrar, nomeadamente a comunidade brasileira, a que mais tem crescido em Braga nos anos mais recentes.

O autarca referiu ainda que o documento não esquece os migrantes que chegam a Braga com o objetivo de criar atividade económica.

“Estamos cá para ajudar e estimular empresas para que possam ter sucesso”, referiu.

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