Opinião

Opinião de Rui Pinheiro: “O que têm em comum Darwin, Tesla e o Hellboy? Braga”

Rui Pinheiro
Escrito por Rui Pinheiro

Hoje resolvi trazer algumas linhas acerca do ecossistema empreendedor da cidade de Braga, um ecossistema que tem crescido a olhos vistos. Se Darwin fosse vivo, diria que Braga vive uma espécie de ‘(r)evolução’ natural (ou digital) e muito do sucesso deste ecossistema deve-se à coabitação e cooperação de um vasto leque de atores.

Quem diria que a cidade conhecida pela cidade dos arcebispos, outrora ‘capital’ do clero, hoje alberga um biossistema de inovação já (re)conhecido por todo o mundo. Braga conta hoje com um Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia único, onde se desenvolve I&D de ponta. A esta infraestrutura, junta-se um hospital público ultra moderno (até há bem pouco tempo gerido através de uma PPP) e com um índice médio da satisfação dos utentes elevado.

A Universidade do Minho (UM), através da Faculdade de Medicina e do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, juntaram-se ao Grupo José de Mello Saúde, o CUF-Porto e a Eurotrials e criaram o Centro Clínico Académico, uma organização que facilita o desenvolvimento de biomateriais e produtos terapêuticos inovadores. E não podemos falar no carro do futuro sem falar na Bosch e na sua produção de tecnologia automóvel, da qual até a Tesla já é cliente (o pólo da Bosch em Braga conta com um grupo de cerca de 3500 colaboradores).

A contribuir para esta (r)evolução incluem-se ainda vários atores (internacionais) e scale ups que escolhem Braga para abrir novos pólos, falo de empresas como a Farfecth, a Fujitsu, a OutSystems, a Accenture ou até a Webhelp – todas elas em perfeita harmonia com as startups de inovação tecnológica, criativa e social e despontam na cidade (muito apoiadas por iniciativas municipais como a bem reputada aceleradora Startup Braga e do mais recente centro de inovação social Human Power Hub). Até quem assistiu ao mais recente filme “Hellboy” pode ver também engenharia bracarense, produzida pelo pólo da Nu Boyana, a produtora de efeitos especiais digitais que se instalou recentemente na cidade.

Que esta metamorfose continue a reforçar a marca Braga pelo mundo.

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Blogger “O empreendedor bracarense”