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Amares. Qualidade de vida e bem-estar inspiram seminário no ISAVE

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Escrito por Redação

O Instituto Superior de Saúde (ISAVE), em Amares, acolheu hoje, dia 27 de maio, um seminário sobre “A Qualidade de vida e bem estar ao longo do ciclo da vida”, orientado pela prof. Maria José Ferreira.

Esta iniciativa dirigiu-se aos alunos e convidados e integra-se no curriculum do CteSP de Termalismo e Bem-Estar e foi dinamizada pela Professora desta área disciplinar, Manuela Peixoto.

Partido do princípio aceite de que a “vida não é composta por grandes momentos”, Maria José Ferreira assegura que a “conjugação deles todos” é que faz com que seja “melhor ou pior”, embora quase tudo assente em “relações e relações sociais de qualidade e no maior rendimento financeiro. As relações sociais exigem pessoas que sejam significativas para nós e para as quais nós sejamos significativos”.

Sem haver uma relação de causa e efeito, há quem defenda que pode ser a felicidade que leva ao sucesso. Citando Lubomirsky e Laura King, Maria José Ferreira sublinhou que “pessoas mais felizes têm melhores relacionamentos e amizades mais duradoras, para além de carreiras melhor sucedidas e salários mais elevados”.

De facto, um humor mais positivo gera maior motivação e desenvolve competências, através da confiança, optimismo, boa socialização, tolerância que encorajam a pessoas a envolver-se para alcançar os objectivos de uma vida.

Os estudos também mostram que as “pessoas mais felizes têm melhor saúde, sistemas imunitários mais resistentes, melhor saúde cardio-vascular, maior longevidade (porque fazem mais exercício físico e cuidam da alimentação), além de lidarem melhor com as reações ou situações negativas”.
O dinheiro também é importante porque os mais pobres têm menos disponibilidade para as artes, a filosofia, a contemplação da natureza.

Outra componente importante da nossa qualidade de vida é o prazer e é assim que se entende que alguns dediquem tanto tempo das suas vidas ao desporto, à pintura, e outros com esforço e disciplina.

Trata-se de coisas que nos dão prazer (flow) na medida em que “são tão gratificantes para nós que nem damos conta do tempo passar”.

Trata-se de “um estado de consciência, de concentração profunda, de atenção focalizada que minimiza as distrações e gera satisfação final”. O ser humano tem necessidade de “algo que nos desafie e ponha à prova as nossas competências” e quando conseguimos vencer os desafios “somos felizes”.

Todos “nós podemos viver a experiência de flow, o que faz a nossa vida mais interessante”.

De facto, citando Seligman, Maria José Ferreira destacou que felicidade é uma equação em que a genética é responsável por 50%, as circunstâncias da vida representam 10% e os fatores que podemos controlar significam 40%. Ou seja, uma parte substancial da qualidade de vida e do bem-estar está nas mãos de cada um.

Sabe-se também que a “idade não está relacionada com o declínio do bem-estar, porque os mais velhos sentem menos emoções negativas, dominam melhor o meio e a autonomia aumenta. Acresce que eles têm relações de melhor qualidade, regulam melhor as emoções e são mais seletivos nas suas relações, sem diminuir a sua autoaceitação”.

A prof. Maria José Ferreira, que dinamizou um diálogo permanente com os participantes neste seminário, terminou a sua intervenção com a exibição de um vídeo, “The good life”, com Robert Waldinger.

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