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Novo presidente da Câmara de Santo Tirso também é suspeito de crimes de corrupção

O vice-presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, assumiu funções depois de Joaquim Couto, autarca, ter renunciado ao cargo na sequência de ter sido detido no âmbito da operação policial e judicial “Teia”. Todavia, o novo autarca também é suspeito de crimes de corrupção noutro caso.

Segundo avança o jornal Expresso, Alberto Costa, n.º 2 da autarquia, é arguido desde 2018 num processo por suspeitas de fraude e participação económica em negócio, no âmbito da operação “Dennis”, levada a cabo pela PJ no final de 2018.

Este processo, que conta com cinco suspeitos, aponta “suspeitas de crimes de associação criminosa, fraude na obtenção de subsídio, fraude fiscal qualificada, branqueamento, recebimento indevido de vantagem e participação económica em negócio”.

De recordar que Joaquim Couto e a mulher, Manuela Couta, estão detidos desde o final da passada semana e só esta segunda-feira conhecem as medidas de coação, que, pede o Ministério Público, podem passar pela prisão preventiva por perigo de continuação da atividade criminosa.

Na acusação, o casal é referenciado como possuindo um pequeno império de comunicação e marketing, tendo recorrido à influência na política nacional para obter contratos no valor de 1,4 milhões de euros com a Câmara de Barcelos e com o Instituto Português de Oncologia do Porto.

Joaquim Couto é suspeito de dois crimes de corrupção ativa, de quatro crimes de tráfico de influência e de três crimes de peculato. Já a mulher é suspeita de dois crimes de corrupção ativa.

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Paulo Moreira Mesquita

Paulo Moreira Mesquita

Diretor Semanário V