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PJ pediu informações sobre recrutamento de colaboradora à Câmara de Braga

Fernando André Silva

A câmara de Braga é uma das autarquias envolvidas na investigação da Polícia Judiciária relacionada com contratos celebrados entre autarquias e a empresa de transporte de passageiros Transdev. Os inspectores da PJ estiveram esta manhã na sede da autarquia bracarense no âmbito desta investigação que recai sobre suspeitas de favorecimento económico e prevaricação.

Em comunicado, a autarquia bracarense já reagiu, indicando que “apenas foi solicitada informação à instituição sobre o processo de recrutamento de uma colaboradora”. Sem especificar os motivos que levaram ao interesse da PJ, a autarquia informa que a mesma colaboradora  “já não tem vínculo” com a câmara de Braga.

Segundo a mesma nota da autarquia, o pedido da PJ foi imediatamente facultado, segundo a câmara, “dentro do espírito de colaboração com que este Município tem participado em todos os processos de investigação”.

A polícia Judiciária está a levar a cabo buscas em cerca de duas dezenas de autarquias no país, esta manhã, no âmbito de uma investigação de corrupção.

Entre as autarquias visadas, está a Câmara de Braga. A investigação, diz o DN, está relacionada com uma empresa de transporte de passageiros. Segundo o Correio da Manhã, a empresa visada é a Transdev.

São mais de 200 inspetores da PJ e peritos que fazem buscas em 18 autarquias e a empresas privadas, onde é investigada viciação de contratos e favorecimento.

Em comunicado, a PJ refere que as autarquias alvos de buscas: Águeda, Almeida, Armamar, Belmonte, Barcelos, Braga, Cinfães, Fundão, Guarda, Lamego, Moimenta da Beira, Oleiros, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Sertã, Soure, Pinhel e Tarouca.

Mediante atuação concertada de quadros dirigentes de empresa de transporte público, de grande implementação em território nacional com intervenção de ex-autarcas a título de consultores, beneficiando dos conhecimentos destes, terão sido influenciadas decisões a nível autárquico com favorecimento na celebração de contratos públicos de prestação de serviços de transporte, excluindo-se das regras de concorrência, atribuição de compensação financeira indevida e prejuízo para o erário público”, afirma a PJ.

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Jornalista