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Segurança. Vila Verde reuniu todas as entidades de segurança distritais pela primeira vez

Foto: Luís Ribeiro / Semanário V
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Realizou-se, esta manhã, no Salão Nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Verde, um ‘briefing’ sobre segurança que juntou todas as corporações de bombeiros do distrito, bem como a GNR, a PSP, o ICNF, a Afocelca, a AGIF, a EDP e o Hospital de Guimarães.

Esta foi a primeira vez que a sessão, com as várias entidades de segurança do distrito, se realizou no concelho. O obejtivo destas reuniões, realizadas semanalmente, passa por fazer uma análise e retroespetiva da semana e coordenar a semana seguinte, apontando os aspetos a melhorar.

O comandante distrital da Proteção Civil, Hermenegildo Abreu, adiantou, após o ‘briefing’ que decorreu durante toda a manhã, que, este ano,  há um “reforço em relação ao ano passado dos meios de combate”, nomeadamente “mais equipas de combate a incêndio”, incluindo uma em Vila Verde. “Reforçamos zonas mais críticas, mais a Norte e a Este do distrito”. Ao todo são 12 equipas de combate e 6 de apoio.

 

Foto: Luís Ribeiro / Semanário V

 

O comandante referiu os incêndios florestais que atacaram Vila Verde e destacou a vontade de querer que “a população de Vila Verde perceba a interligação da proteção civil”, nesta fase mais crítica no que respeita a incêndios, entre julho e setembro.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela, marcou também presença na reunião e sublinhou a importância do objetivo destas sessões, que passa pela “coordenação de meios para os momentos de crise, quer sejam incêndios florestais, quer sejam momentos em que há necessidade de intervenções da proteção civil”.

Tendo em conta que o verão se aproxima, é necessário “ter a certeza que vamos ter no terreno dispositivos capazes de responder às necessidades que se coloquem”.

O autarca referiu que, da parte do Município de Vila Verde, há um “plano de prevenção que já foi desenvolvido, um programa de prevenção de situações criticas e um programa de combate a primeira intervenção”.

O município tem “vindo a trabalhar nestas área e tem tido resultados ao longo dos anos”, assegurou o presidente, destacando os riscos das “alterações climáticas”, que aumentaram o “risco de incêndios e a forma como os incêndios se comportam”.

 

Foto: Luís Ribeiro / Semanário V

 

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, Luís Morais, considera que o principal objetivo das entidades de segurança é “chegar a outubro com menos área ardida”. “O objetivo é feridos zero, mortos zero e menos área ardida”.

 

Foto: Luís Ribeiro / Semanário V

 

Também Paulo Renato, presidente dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, referiu que estas iniciativas são importantes para “dar visibilidade à nossa associação e ao concelho”.

Foto: Luís Ribeiro / Semanário V

 

Agência para Gestão Integrada de Fogos Rurais

Durante a reunião, foi, ainda, feita a apresentação da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais e dos elementos que vão fazer parte no distrito. “É uma equipa que vem para colaborar connosco quando for necessário”, explicou ainda o comandante Hermenegildo Abreu.

A AGIF – Agência para Gestão Integrada de Fogos Rurais -, está em funcionamento desde janeiro deste ano, mas foi esta manhã que apresentaram em Vila Verde a sua missão.

Trata-se de uma estrutura cujo objetivo é “promover uma boa coordenação estratégica entre as entidades envolvidas no sistema de defesa contra incêndios e vem tentar reforçar o papel de cada organização de uma forma devidamente planeada”, afirmou Manuel Rainha, coordenador regional da AGIF, sublinhando que a AGIF “não virá para coordenar os meios, não é uma estrutura de coordenação operacional, é uma estrutura de coordenação estratégica”.

 

Foto: Luís Ribeiro / Semanário V

 

O comandante dos Bombeiros de Vila Verde, Luís Morais, explicou que se esta agência ajudar “na área do planeamento, com técnicos altamente credenciados”, é um passo em frente no que respeita à prevenção de incêndios.

“A AGIF vêm-nos ajudar a criar uma estratégia de planeamento. As condições climatéricas têm evoluido muito desfavoravelmente para nós. Assim sendo, se tivermos munidos de todas as ferramentas, teremos maior sucesso”, terminou.

 

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