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Inspetores da ASAE ameaçam com protesto em frente à casa de António Costa

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A Associação Sindical dos Funcionários da ASAE veio hoje a público denunciar a “falta de compromisso” do Governo para com os inspetores daquela autoridade, em relação à não abertura de um concurso para integração na carreira especial de inspeção, e deixa a ameaça de um protesto em frente à residência do primeiro-ministro, caso este não se pronuncie até 25 de junho sobre a matéria.

Em comunicado, a ASF-ASAE afirma que foi firmado um compromisso entre o sindicato e o secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Ferreira, de forma a garantir a abertura concursal, indicando que o mesmo poderá não ser honrado.

A associação denuncia que o compromisso foi firmado em diversas atas e que garantia a todos os inspetores da ASAE, “no mínimo, um nível remuneratório correspondente à remuneração já detida”.

“Sucede que o Governo pretende, agora, faltar à sua palavra e rasgar o compromisso que assumiu com os inspetores da ASAE, não permitindo que os inspetores-adjuntos possam ser posicionados na posição remuneratória imediatamente seguinte à detida na categoria de origem e, simultaneamente, entende que o posicionamento em níveis remuneratórios virtuais”, acusa o sindicato.

Explica o sindicato que esta medida não está contemplada na Lei de Orçamento de Estado de 2019, “pelo que os inspetores-adjuntos terão de ser posicionados em posições remuneratórias inferiores às atualmente detidas, vendo os seus salários substancialmente reduzidos”.

Aquela associação sindicalista já interpelou António Costa, primeiro-ministro, através de um ofício, questionando se a palavra dada pelo secretário de Estado será honrada pelo Governo.

“Não temos dúvidas que haverá um equívoco da parte do membro do Governo responsável pela área das Finanças, pois temos o Senhor Primeiro Ministro como um Homem de palavra, que sempre fez jus à máxima ‘palavra dada é palavra honrada'”, escreve ainda a associação.

O sindicato espera agora uma reposta de António Costa até dia 25 de junho, data em que os órgãos sociais da associação se reúnem, prometendo avançar com um “conjunto de protestos à porta da residência oficial” do primeiro-ministro.

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