Braga

Abre este sábado a primeira loja de canábis de Braga. E é tudo legal

Fernando André Silva

Cosméticos, comida, artigos de vestuário, acessórios de tabaco, óleo de canabidiol, entre tantos outros produtos feitos à base de canábis estão disponíveis a partir deste sábado na cidade de Braga. E é tudo legal, garantem os responsáveis.

A loja, de nome Cannabis Store Amsterdam Braga, abre portas ao público a partir das 15h deste sábado, 22 de junho, na Rua dos Biscainhos (entre o Largo da Porta Nova e a Igreja do Pópulo). A loja possui produtos feitos à base de canabidiol (CBD), uma vertente da canábis sem substância psicoativa e legal de acordo com a União Europeia, que faz “relaxar” e “combater a ansiedade”.

Estrela Paulo, residente em Braga, irá explorar o franchising na cidade, e conta ao Semanário V que a “modernidade” dos apreciadores de cânhamo pode conviver em harmonia com a “religiosidade” da cidade bracarense.

Professora no Ensino Superior, a agora empresária recorda que “é tudo legal” e que existe um elevado número de potenciais clientes na região e no distrito.

“Estive algumas vezes na loja que abriu em Lisboa e percebi que há todo o tipo de clientes, desde os 18 aos 80 anos”, sublinha.

Falámos com o diretor comercial da loja e fundador, o italiano Giovanni Bianco, que abriu a marca que hoje tem mais de 100 lojas por toda a Europa.

O diretor esteve a acompanhar a montagem da loja em Braga durante toda a tarde, num processo que classificou de “muito rápido”. “Montámos hoje a loja e amanhã já abrimos ao público, sem publicidade ou anúncio”, esclarece, indicando que “não queremos que encha muito porque o espaço é reduzido”.

Para além de Braga, existe apenas uma loja do franchising em Lisboa, no Bairro Alto. No próximo dia 5 de julho, abre uma no Porto.

Space cookies, cerveja, pastilhas, chupa-chupas, chocolates, chá, bolachas para animais domésticos e até produtos anti-rugas estão disponíveis por entre 250 produtos comercializados na loja.

Estrela Paulo e Giovanni Bianco c) FAS / Semanário V

Sobre a loja, Giovanni explica que não deve ser associada à venda de sementes ou de “erva”, embora admita que a loja vai vender uma espécie de “erva” fumável mas sem elevado teor de substância psicoativa, algo que, garante, é legal.

“Sobretudo queremos que encarem esta loja como algo hip, na moda, com vestuário moderno e arrojado, cosméticos, anti-inflamatórios, tudo o que podem pensar, mas feito com CBD”, refere.

E não há necessidade de anúncios. O placard luminoso à porta da loja, onde se lê “Cannabis” em letras garrafais, não deixa dúvida para os interessados neste tipo de produtos.

O óleo de canabidiol é frequentemente utilizado em pacientes com doenças raras, como é o caso de epilepsias.

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