Destaque Vila Verde

Vila Verde. António Vilela diz que ‘Dê Dê Música’ “poderia ter sido contratada mais uma vez”

António Vilela - Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde
Fernando André Silva

A adjudicação no regime de ajuste direto a uma empresa de Lisboa para prestação de serviços de som e luz nas festas de Santo António, por parte da Câmara de Vila Verde, foi, em parte, justificada por António Vilela, durante Assembleia Municipal realizada na terça-feira, dia 25 de junho.

O contrato, no valor de 15.560,00€, foi adjudicado pela Câmara, sem concurso público, à empresa Histórias Soltas, LDA, da região de Lisboa, mas acabou por ser outra empresa a prestar o serviço, a Dê Dê Música, de Arcos de Valdevez.

De acordo com o presidente da Câmara, questionado pelos vereadores do Partido Socialista, a questão de contratação diz respeito “ao funcionamento do órgão executivo” da câmara e que tudo foi feito conforme o procedimento certo. António Vilela aponta que a empresa Dê Dê Música, que tem sido a empresa contratada para as festas concelhias [Santo António e Festas das Colheitas], ainda poderia ter sido contratada “mais uma vez”, mas a autarquia preferiu não o fazer.

António Vilela indicou que cada empresa “está limitada sobre o valor que pode prestar em termos de trabalhos, seja em serviços ou empreitadas”, sendo esse valor renovado a cada três anos. O edil explica que a escolha pela empresa de Lisboa partiu dos serviços técnicos da autarquia, tendo sido aquela a empresa que melhor se ajustou ao pretendido.

Sobre essa mesma empresa posteriormente ter delegado o serviço na Dê Dê Música, António Vilela não entrou em pormenores, adiantando apenas que a Dê Dê Música poderia ter sido contratada mais uma vez, isto a propósito de algumas dúvidas por parte dos socialistas sobre se isto não se tratou de uma forma de contornar o limite de contratação por parte da empresa de Arcos de Valdevez.

Este foi o procedimento certo. Essa empresa poderia ter sido contratada, no entanto, com informação baseada nos serviços técnicos da autarquia, foi outra empresa contratada”, vincou o edil, sem mais comentários sobre o contrato.

Para além de ser de Lisboa, a empresa Histórias Soltas, LDA, fundada em 2018, não possuía, até então, qualquer contrato em regime público, tendo apenas um capital social de 150 euros, valor relativamente baixo para uma empresa que movimenta dezenas de milhares de euros em equipamentos de som e luz e ainda no transporte dos mesmos de Lisboa até Vila Verde.

Ao Semanário V, recorde-se, o proprietário da empresa Dê Dê Música esclareceu que “é amigo” do proprietário da empresa lisboeta, e que esta subcontratou a empresa de Arcos de Valdevez para efetuar o serviço.

Comentários

Acerca do autor

Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista

Deixar um comentário