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Inscrição do Bom Jesus como Património Mundial da UNESCO é fruto de “esforço coletivo”

Foto: Sérgio Freitas
Redação
Escrito por Redação

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, considerou que a atribuição da classificação de Património Cultural Mundial da Unesco ao Santuário do Bom Jesus é uma “grande vitoria” para Portugal e, de forma particular, para Braga que resultou de um “esforço coletivo que cumpre enaltecer”.

“Foi um processo difícil mas muito saboroso. O Bom Jesus e a cidade cresceram em paralelo e foram funcionado como fatores de atratividade recíproca e é assim que tem de continuar a acontecer. A fruição deste espaço por parte dos bracarenses e dos visitantes tem funcionado em articulação com as dinâmicas criadas pela cidade e o Município deu o contributo que estava ao seu alcance para que este desfecho fosse possível”, disse o autarca durante uma conferência de imprensa de balanço da candidatura e perspetivas de futuro que decorreu hoje, dia 9 de julho.

Foto: Sérgio Freitas

O edil recordou, a título de exemplo, o trabalho desenvolvido pelo Município ao nível do ordenamento urbanístico em sede de PDM – que veio salvaguardar a integridade do Santuário, fator bastante valorizado pelos representantes da Unesco – e adiantou ainda que cabe à Câmara Municipal continuar a dar o seu contributo para a valorização do Bom Jesus em diversas dimensões, nomeadamente na sua salvaguarda, na proteção civil, nos fatores de animação do espaço e nas acessibilidades.

“Queremos que o Bom Jesus seja cada vez mais um ativo único à escala global e com esta classificação estamos certos que o espaço e a cidade vão ganhar mais projeção e visibilidade”, disse, elogiando o “excepcional trabalho” da Confraria, Arquidiocese, das arquitetas paisagistas Teresa Andresen e Teresa Portela Marques, coordenadoras científicas da candidatura, e o esforço diplomático efetuado pelos Embaixadores Sampaio da Nóvoa e Morais Cabral.

A ideia de candidatar o Santuário do Bom Jesus à lista do Património Mundial surgiu em 1998, aquando da primeira grande requalificação, sendo que em 2017 a candidatura foi oficialmente inscrita na lista indicativa de Portugal para Património Mundial. Constituído por 26 hectares de mata a património classificados, o espaço é visitado anualmente por 1 milhão e 200 mil pessoas.

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