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Bom Jesus como Património Mundial da UNESCO era o “título que faltava a Braga”

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

O Bom Jesus de Braga já faz parte da lista da UNESCO, depois de receber, no passado domingo, a classificação de Património Cultural Mundial da UNESCO.

O Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, é, desde 1970, um imóvel de interesse público, constituído por uma igreja, 19 capelas, 20 fontes, 32 estátuas, uma escadaria, que soma mais de meio milhar de degraus, uma área de mata e um funicular. Anualmente ultrapassa 1,2 milhões de visitas.

Altino Bessa, vereador do Município de Braga com o pelouro do Turismo e Ambiente, que defende, desde 2015, a classificação do Bom Jesus como Património Mundial da UNESCO, considera que “Braga é uma cidade com um pulsar muito grande no ponto de vista turístico e tem crescido muito nos últimos anos”.

“Braga tem tido grandes investimentos na reabilitação urbana, que foi muito fruto daquilo que é a dinâmica turística, tem museus, tem monumentos, tem cultura, tem eventos, tem gastronomia, tem turismo de natureza, tem praias fluvias, tem desporto”, disse Altino Bessa em declarações ao Semanário V.

A ideia para a classificação do Bom Jesus como Património Mundial da UNESCO surgiu em 1998, sendo que a candidatura apenas foi apresentada em 2011. A entrada do Bom Jesus na lista de Portugal foi aceite em 2017 e, em 2018, foi realizada a submissão, pelo Estado Português, da candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da UNESCO.

O presidente da Distrital de Braga do CDS/PP sublinha que este era um título “que faltava a Braga”. Com o número elevado de iniciativas “construtivas da dinâmica da cidade”, como foi o caso do Dance World Cup ou os Jogos do Eixo Atlântico que se estão a realizar, “Braga merecia esta classificação”, que acarreta “uma responsabilidade acrescida”, mas que também será “uma grande oportunidade para tornar o turismo mais consistente e mais permanente”.

O vereador relembra que Guimarães tem “um galardão de Património da Humanidade e existiam apenas 15 monumentos ou equipamentos classificados como Património Mundial em Portugal. Agora temos 17 e Braga é um deles”.

Para Altino Bessa, esta classificação representa “uma peça fundamental naquilo que é o grande roteiro mundial de turismo de património”, que vai trazer à cidade dos arcebispos uma nova dimensão, outra divulgação e amplitude.

“Queremos um turismo de qualidade, que seja uma mais valia para a cidade e que traga algo de bom para Braga, para aquilo que é a economia local, para aquilo que são os agentes económicos, para aquilo que é a dinâmica da cidade, para aquilo que é o desenvolvimento da cidade, bem como para o desenvovlimento de empresas e de riqueza”, afirmou o vereador do Turismo, Altino Bessa.

Na reunião, realizada em Baku, no Azerbaijão, foi o Brasil a abrir a discussão e a defender que o Bom Jesus cumpre todos os critérios para ser integrado na lista, referindo que o monumento serviu de inspiração para o complexo do Bom Jesus de Congonhas, no Brasil, que já faz parte da lista da UNESCO.

Para integrar a lista, o Bom Jesus seguiu o “Critério IV” dos 10 critérios na Convenção do Património Mundial: “Exemplo de um conjunto paisagístico e arquitetónico excecional”.

 

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