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Eleições. PS quer fixar docentes em “escolas difíceis” e mais 12 mil camas para estudantes

Agência Lusa
Escrito por Agência Lusa

O PS assume como objetivos para a próxima legislatura formar equipas estáveis de docentes nos territórios de intervenção prioritária e, ao nível universitário, criar mais 12 mil camas a preços acessíveis destinadas a estudantes.

Estas duas medidas constam do Programa Eleitoral do PS, que será hoje apresentado e aprovado em Convenção Nacional dos socialistas, que decorre no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

Para aumentar o sucesso escolar e evitar o abandono escolar, os socialistas pretendem desenvolver um “sistema de deteção de problemas de literacia e numeracia logo no pré-escolar”.

“O PS propõe-se implementar um sistema de deteção precoce, ao longo da educação pré-escolar, de problemas de desenvolvimento da linguagem e da numeracia, acompanhado de um programa universal de estimulação da competência linguística”, refere-se no documento, ao qual a agência Lusa teve acesso.

Tendo em vista melhorar as condições nos estabelecimentos de ensino classificados como mais difíceis, o PS propõe-se criar “estímulos para a fixação de equipas docentes estáveis nos territórios educativos de intervenção prioritária”.

“Além disto, o PS quer fomentar projetos de autonomia reforçada para as escolas com piores resultados que apostem na gestão curricular especializada, criando ofertas dedicadas às necessidades de públicos específicos, designadamente com reforço de línguas, investimento nas artes ou no desporto”, refere-se ainda.

Nos próximos quatro anos, o programa eleitoral dos socialistas prevê o desenvolvimento de medidas para o “enriquecimento e diversificação curricular, nomeadamente assentes na formação artística, na introdução de diferentes línguas estrangeiras e de elementos como o ensino da programação, permitindo que as escolas especializem a sua oferta educativa”, tal como já acontece em muitos colégios privados.

Em matéria de Ensino Superior, o PS assume como objetivo central “aumentar os apoios sociais aos estudantes, em especial no âmbito das bolsas, das residências e do programa Erasmus e incentivar o acesso dos estudantes do ensino secundário profissional

Neste campo, o PS promete criar “um número de vagas de mestrado acessíveis por mérito a preços controlados”, assim como “garantir o acesso automático às bolsas de ação social do Ensino Superior quando o aluno tenha beneficiado de uma bolsa de ação social no Ensino Secundário, sem ter de aguardar pelo processamento administrativo por parte da respetiva instituição universitária”.

Uma das mais medidas em maior destaque nesta parte do programa é a de “lançar todos os anos novas fases do plano de intervenção para a requalificação e construção de residências de estudantes, com o objetivo de reforçar o alojamento disponível para estudantes do Ensino Superior, a custos acessíveis, em 12.000 camas até ao final da legislatura, atingindo um total de 27.000 camas”.

O PS apresenta ainda um conjunto de medidas para licenciados em áreas de menor empregabilidade, ativos ou inativos, bem como ao nível de mestrados profissionalizantes.

Neste capítulo, os socialistas propõem “a consagração de um período sabático garantido para os adultos se poderem requalificar”.

“Visa-se a criação de um programa de licenças para formação que facilite períodos de elevação de qualificações e de requalificação das pessoas ao longo da vida, em articulação com a possibilidade de substituição dos trabalhadores em formação. Além disso, o PS sugere o desenvolvimento de programas setoriais de aprofundamento do Programa Qualifica para além da Administração Pública, por forma a abranger o setor social ou junto dos empresários, focado em competências chave para estes públicos”, lê-se no programa deste partido.

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