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As novas parcerias e expectativas do SC Braga para a época vindoura

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Escrito por Redação

Mais uma época no futebol europeu passou e o Braga, pelo menos no campo, não melhorou. Com a fonte de golos que era o avançado luso-brasileiro Dyego Souza secando a meio do ano, o ataque sofreu a produzir tentos necessários para alcançar vitórias de forma regular. E em conjunto com uma defesa que não conseguiu se estabilizar, acabou que o Braga terminou a sua temporada em mais um quarto lugar na liga portuguesa, registando 67 pontos (8 a menos do que na época passada), 56 golos a favor e 37 contra – o que registou pior nos recordes prévios, de 74 golos marcados e 29 sofridos.
Para tanto, o Braga movimenta-se para endereçar essas fraquezas. À volta do guarda-redes Eduardo, após o fim do seu contrato com o clube inglês Chelsea, é um dos destaques da actual janela de transferências. O veterano de 36 anos, e vencedor do Campeonato Europeu de 2016, passou a última época no clube holandês Vitesse. E as suas esperanças são de usar sua vasta experiência a favor dos Arsenalistas.

E fora do campo, os avanços também tem sido alcançados. De início, temos a troca de fornecimento de material desportivo da equipa, com a empresa nacional Lacatoni dando lugar para a Hummel, da Dinamarca. Algo que para o presidente do Braga, António Salvador, se destaca como a união entre dois dos melhores no campo que praticam: “Para sermos cada vez melhores, precisamos dos melhores parceiros. A Hummel, sendo uma marca internacional, identificou no Braga um clube que não renega a sua base local, mas que é simultaneamente um dos maiores emblemas de Portugal e um dos seus principais competidores na Europa e no Mundo, em várias modalidades”
Além da troca de fornecimento esportivo, houveram também trocas no patrocínio principal das camisolas bracarenses. Tal como recentemente tem acontecido na Europa, os patrocinadores de jogos de sorte tem sido bastante populares nos melhores clubes Europeus. Não deixou de ser o caso do Braga, que conseguiu um novo parceiro, a Betano. Assinando por quatro anos com o Braga para ser seu patrocinador “master”, em prova de como as casas de apostas e jogos de plataforma online continuam crescendo em Portugal. O chefe de marketing da Betano, Panos Konstantopoulos, destacou que a escolha por estampar as vestes do Braga veio por conta de serem “uma companhia internacional com uma abordagem local, e uma visão de longo prazo as suas parcerias para desenvolver laços fortes com os aficionados e as suas equipas locais”.

Tanto a parceria com a Hummel, quanto o patrocínio com a Betano, tem tudo para deixarem o Braga num estado mais saudável financeiramente. Até o dia 17 de julho, o clube mantinha saldo de 22,75 milhões de euros positivos na janela de transferências de acordo com o site Transfermarkt, gastando 3,75 milhões em compras e arrecadando 26,5 milhões em vendas – incluindo o supramencionado Dyego, que se foi rumo à China para se juntar ao Shenzhen FC.
Somente mantendo uma política como essa, que se faz possível reduzir o vão que fica entre o Braga e as três equipas hoje acima do Braga, Porto, Benfica e Sporting, tanto em poderio financeiro quanto em resultados no campo. O Jornal de Negócios denotava que o orçamento dos três representavam 72,9% do total de 315,4 milhões de euros disponíveis para toda a liga portuguesa na época passada, com o Braga tendo somente 16 milhões.
E o orçamento menor não significa reduzir as expectativas para a próxima época, como muito bem sabe o goleiro Eduardo: “Há uma coisa que o Sp. Braga tem, que é a exigência. Teremos essa exigência sempre, em todos os jogos que entrarmos vamos lutar por eles. Sabemos da dificuldade que é atingir o título, o nosso foco passa pelos quatro primeiros lugares e, depois de cimentarmos isso, se pudermos conquistar mais não iremos abdicar, como é óbvio”.

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