Vila Verde

Há quase 20 anos que o Grupo Folclórico de Vila Verde organiza o Festival Internações

Foto: Luís Ribeiro
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Grupo Folclórico de Vila Verde traz a Sérvia, Guiné Bissau e México ao Festival Internações que se realiza em Vila Verde esta noite.

A Praça de Santo António, no centro de Vila Verde vai ser o palco do XVIII Folclórico Internações, que se realiza desde 2001. Este festival é organizado pelo Grupo Folclórico de Vila Verde, que comemora, este ano, 61 anos de existência.

Mário Rodrigues, presidente do Grupo Folclórico de Vila Verde, em entrevista ao Semanário V, explicou que o objetivo passa por criar um festival que seja uma referência de animação cultural de verão, como forma de levar a Vila Verde culturas de todo o mundo.

Pelas 22h desta quarta-feira terão lugar atuações do Grupo Folclórico de Vila Verde, do Folk Ballet Simyonov, Belgrado, Sérvia, do Grupo Cultural Netos de Bandim, da Guiné-Bissau, e Compañia Nacional de Danza Folklórica, do México. Cada grupo vai atuar entre 20 a 25 minutos.

O objetivo do Grupo Folclórico de Vila Verde é fazer deste festival uma referência dos espetáculos de verão em Vila Verde, promovendo, ao mesmo, tempo, a “marca” Lenço dos Namorados, através do slogan “Namorar o Mundo”. Todos os anos, os grupos participantes recebem um Lenço dos Namorados, de forma a promover a identidade do concelho de Vila Verde.

O XVIII Folclórico Internações surge de uma parceria que o Grupo Folclórico de Vila Verde tem com Barcelos, onde se realiza o festival central. Os grupos participantes passam, então, por várias “terras”, incluíndo Vila Verde. Um dos principais objetivos destes festivais é criar interação com o público, “faz parte destes festivais o convívio e a ligação, ultrapassar as barreiras culturais e éticas”.

“Tinhamos um projeto que se chamava ‘Do campo à cidade’, onde faziamos um percurso musical desde a música popular até à música mais techno”, começa por explicar Mário, sobre a forma como surgiu o Festival Folclórico Internações. “Nesse projeto estava também o festival. A partir daí passamos a fazer exclusivamente o Festival Internações”.

Trata-se de um festival que pretende dar a conhecer a Vila Verde povos e culturas de todo o mundo, seguindo o critério da qualidade. “Ao longo destes 18 ou 19 anos, já passaram por Vila Verde 35 grupos de 32 países diferentes e de todos os continentes”. Este ano foi feito um esforço redobrado para trazer a Vila Verde a Guiné-Bissau, admite Mário Rodrigues.

foto: Luís Ribeiro

 

Mário considera que o Festival ainda não deu “o salto” desejado, “porque coicide com o verão e, nesse aspeto, não há uma grande programação de verão em Vila Verde”, além da programação integrada na Rota das Colheitas. “Se estivesse integrado num processo de animação cultural, seria melhor recebido”.

Para o Grupo Folclórico de Vila Verde, responsável pela organização, este espetáculo cultural não acarreta qualquer tipo de receita, apenas apresenta custos associados.”O grupo não tem fins lucrativos. Tudo o que angaria é para a sua atividade, porque consideramos que isto é uma mais valia e um bom investimento”. O Grupo Folclórico de Vila Verde oferece, ainda, jantar aos diferentes grupos em restaurantes locais, antes do início do espetáculo, marcado para as 22h.

Este evento é organizado em parceria com o Município de Vila Verde, no apoio logístico e financeiro e a Caixa Crédito Agrícola, no apoio financeiro. Para além destes, colaboradores importantes ao longo dos anos, como a Junta de Freguesia de Vila Verde e Barbudo, a Escola Profissional Amar Terra Verde, a Biblioteca Municipal Prof. Machado Vilela, assim como empresas locais de Fotografia, Produção Audiovisual e Publicidade, empresas de Som e luz, Restaurantes e Associações de Vila Verde, Fundação Inatel, Rádio Folclore Português, permitiram assegurar a sustentabilidade deste evento.

Mário Rodrigues considera que “há uma parte desta organização que poderia estar a cargo do Município, que é a publicidade e a promoção do evento, como acontece em Braga. Estou convencido que se o Município promovesse este Festival, teria muito mais impacto”.

O Município representa, no entanto, um apoio importante a nível logístico, sendo o responsável por garantir materiais como o placo, cadeiras e luzes.

Os grupos estrangeiros que têm participado neste Festival estão em Portugal para realizarem espetáculos no âmbito da CIOFF (Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore).

 

Fotos: Luís Ribeiro 

Comentários

Acerca do autor

Mariana Gomes

Mariana Gomes

Jornalista