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Vila Verde. Casal está a morar num carro há mais de 4 meses na entrada de um prédio

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Há cerca de quatro meses, uma viatura com matrícula estrangeira está estacionada no espaço adjacente a um prédio junto aos Bombeiros de Vila Verde, a qual está a ser usada como habitação de uma casal.

Segundo uma moradora do prédio em questão, em declarações ao Semanário V, a viatura seria, inicialmente, de transporte próprio e habitação, sendo que o casal cozinhava na via pública e dormia no interior da viatura. Agora, o casal usa, também, o barracão que se encontra na redondeza.

Já foi apresentada queixa à GNR, uma vez que os moradores se queixam, sobretudo, dos maus odores, devido às descargas na via pública, e dos depósitos de lixo junto à garagem do prédio.

Segundo a moradora, “os habitantes sentem-se ameaçados e a presença deles já se torna incómoda”.

A identidade dos ocupantes ainda não é conhecida e os moradores desconhecem de onde surgiu a autorização para o casal ocupar aquela via pública.

A moradora admite já ter contactado a autarquia de Vila Verde, “que não dá respostas”, tal como a Junta de Freguesia. No dia 24 de maio foi, ainda, enviada uma queixa à GNR de Vila Verde, “que foi ao local, mas nada resolveu”.

“Fui insistindo com o presidente da Junta, mas eles continuam no local. Falei com ele estes dias e ele disse-me para falar com a responsável da Ação Social da Câmara de Vila Verde, que disse que fizeram várias tentativas, mas não encontraram ninguém”. “A doutora da Câmara Municipal diz que a GNR não os pode tirar de lá, mas eles não devem ter autorização de residência. No entender dela, a situação está resolvida, porque ninguém pode fazer nada”.

Com as entidades a atribuir responsabilidades a outras entidades e por não ver esta situação resolvida após 4 meses, foi apresentada novamente uma queixa ao comando geral da GNR, no passado dia 19 de julho. O Comando Geral encaminhou o processo para a Segurança Social, à GNR e SEF.

Segundo a moradora, a senhora está grávida e os habitantes não entendem como é que ninguém se responsabiliza para “lhes dar uma habitação digna de seres humanos”.

 

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