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Assinala-se hoje o Dia Mundial do Cancro do Pulmão. A prevenção é o primeiro passo

Redação
Escrito por Redação

Assinala-se hoje o Dia Mundial do Cancro do Pulmão. Anualmente, são diagnosticados cerca de quatro mil novos casos em Portugal e mais de dois milhões em todo o mundo deste tipo de cancro, sendo aquele que apresenta um maior nível de mortalidade, o que contribuiu o facto de a maioria dos casos de cancro de pulmão serem diagnosticados tardiamente.

O hospital da Misericórdia de Vila Verde assinala o dia com alertas de prevenção para o diagnóstico na imagiologia e pneumologia nas suas áreas de intervenção. “Temos uma equipa fantástica, sempre pronta a apoiar os nossos doentes. O nosso hospital possui equipamento de topo que ajuda na deteção da doença de uma forma mais precisa por parte dos nossos profissionais, que por sinal são de excelência. Previna-se. Nós ajudamos a cuidar da sua saúde”, refere o provedor e diretor do Hospital, Bento Morais, em comunicado.

São muitos os mitos em volta desta doença e, segundo Fernando Barata, da Fundação Portuguesa do Pulmão, todos os órgãos do nosso corpo são compostos por células, que na sua maioria se vão renovando ao longo do tempo. As células que morrem são substituídas por novas células que ocupam o seu lugar, de forma exata. Como todos os órgãos do nosso corpo, os pulmões são feitos de muitos tipos de células, e o cancro do pulmão acontece quando algumas destas células se desregulam. Ao crescer originam o tumor, que a certa altura pode invadir outras zonas do tórax ou passar para o sangue e atingir outros órgãos, nomeadamente o fígado, os ossos e o cérebro.

A implementação e desenvolvimento de Consultas de Apoio Intensivo aos Fumadores, tanto nos Cuidados Primários de Saúde, como nos Hospitais, seria uma das forma mais eficazes de elucidar a população para os malefícios do tabagismo e dos comportamentos de risco associados.

Devido ao diagnóstico, geralmente tardio, a implementação de um rastreio eficaz que permita a identificação precoce deste tipo de cancro e é algo já há muito pretendido. O rastreio do cancro do pulmão é uma realidade já em alguns países, como os EUA. Na Europa ainda não está implementado de uma maneira abrangente, aguardando-se para breve os resultados de custo-eficiência.

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