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Tribunal adia julgamento de ação que quer tirar Domingos Névoa da Bragaparques

Agência Lusa
Escrito por Agência Lusa

O Tribunal do Comércio de Vila Nova de Famalicão adiou hoje “sine die” o julgamento de uma providência cautelar que pede a destituição de Domingos Névoa da administração da empresa Bragaparques, disse um advogado envolvido no processo.

Em declarações à Lusa, António Raposo Subtil explicou que a ação foi interposta por uma outra sócia da empresa, que pede ainda a sua ascensão à administração.

Segundo aquele advogado, a autora da providência cautelar pretendia que o tribunal dispensasse a audição da parte contrária.

“O que queria era que o juiz ouvisse só uma parte e decidisse a destituição, um processo que depois levaria uns bons três anos a reverter. Era um truque, uma manobra sub-reptícia, a que felizmente não foi dado provimento”, referiu.

A administração da Bragaparques é assegurada por Manuel Rodrigues (presidente), Domingos Névoa e a mulher deste.

A ação de destituição de Domingos Névoa foi interposta pela mulher de Manuel Rodrigues.

“No fundo, a ideia era que Manuel Rodrigues e a mulher, esta sem qualquer experiência de gestão, ficassem a mandar na Bragaparques. Isto quando Domingos Névoa sempre foi, ao longo de 40 anos, o motor de um grupo económico de milhões”, disse ainda Raposo Subtil.

Esta providência cautelar insere-se no âmbito do processo de separação das cerca de 20 empresas que integravam o grupo Rodrigues & Névoa, incluindo a Bragaparques.

O grupo era detido “a meias” por Manuel Rodrigues e Domingos Névoa e respetivas mulheres.

A mulher de Manuel Rodrigues alega, na providência cautelar, que Domingos Névoa tem gerido mal este processo.

Segundo Raposo Subtil, Manuel Rodrigues tem de pagar 70 milhões a Domingos Névoa para ficar com a Bragaparques, tendo já expirado o prazo estipulado para esse pagamento.

“O senhor Manuel Rodrigues ofereceu um preço muito alto, não conseguiu pagar e teima em não querer desistir”, referiu.

O advogado disse que a proposta de Domingos Névoa “foi muito inferior” e que o seu cliente poderá agora pedir ao tribunal para lhe “adjudicar” as participações de Manuel Rodrigues pelo valor proposto.

A Lusa tentou ouvir André Navarro de Noronha, advogado de Manuel Rodrigues, mas sem sucesso.

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