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Braga. Foram recolhidas 10 mil pontas de cigarro entre a Avenida Central e a Gulbenkian

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Um total de 15 pessoas juntou-se para uma ação de plogging em Braga, uma atividade que conjuga a prática de jogging com a apanha de lixo e que está a ganhar cada vez mais relevância.

Organizada pelo movimento ativista Braga para Todos, a primeira ação compreendeu um percurso entre as galerias Free Way, na Avenida Central, e a Gulbenkian, no qual foram apanhadas mais de 10 mil pontas de cigarro e 4 sacos de lixo.

O movimento ativista considera que, tratando-se de uma área que é limpa pela AGERE diariamente, não se justifica a quantidade de lixo que foi recolhido.

Esta ação nasceu do Braga para Todos em conjunto com a Associação Juvenil de Gualtar e o espaço Soul e acontece todos os sábados de agosto com ponto de encontro na Avenida Central. Nos próximos sábados juntam-se ainda a associação UAI, a Abadoned Pets, a Synergia, a Braga Sounds Better e o Braga Animal Save.

A ativista Elda Fernandes sublinha que esta ação “veio para ficar”, adiantando que em hora e meia foram apanhadas 10 mil beatas e 4 sacos de lixo num percuso pequeno. O previsto inicialmente era levar a ação até à Universidade do Minho. “O que nos assustou é que esta área é limpa quase diariamente pela AGERE, mas a inexistência de ecopontas acaba por não permitir às pessoas deixarem as beatas no local certo para terem outra utilização”, referiu Elda Fernandes.

A ativista alerta que “as beatas têm dois destinos hoje: ou vão para o lixo comum e enchem aterros, ou vão para o chão a acabam por ir arrastadas nas águas pluviais e acabam no mar”. O movimento pretende evitar as duas soluções e dar uma segunda utilização às pontas de cigarro.

Como exemplos de reutilização, Elda Fernandes aponta uma empresa em Guimarães que usa as beatas para isolamento e tijolos.

Elda Fernandes aponta, assim, como medidas importantes e urgentes a adotar em Braga, a colocação de ecopontas e soluções para a reutilização de beatas através de bolsas para investigação ou ações de sensibilização. “Temos que perceber que não é por existirem serviços de limpeza que devemos sujar a rua”.

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Jornalista