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Mobilidade em Braga em situação critica “precisa de um estudo sério”

Foto: CM Braga
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Depois de uma visita à sede dos TUB – Transportes Urbanos de Braga –, a Juventude Popular (JP) de Braga veio a público exigir que o Estado proceda a “um estudo sério sobre a mobilidade” em Braga, que se encontra nume stado critico.

Francisco Mota aponta como principal prioridade a necessidade de encontrar alternativas ao automóvel. “O carro já não é solução e, para se tomarem decisões que envolvam investimentos sérios, que tenham retorno na qualidade de vida das pessoas, são precisos estudos de viabilidade de impacto social, económico e financeiro que possam salvaguardar as entidades públicas, pois nem a Câmara Municipal nem os TUB conseguem isoladamente”, admite.

A JP de Braga quer que o Estado “estude novas formas de mobilidade” na cidade, tal como fez com o Porto e Lisboa. “Queremos desafiar o Governo a fazer a democratização do acesso a uma rede de transporte integrada e eficaz. Coisa que não acontece neste momento”, afirma Francisco Mota.

O líder compara, ainda, os resultados positivos dos TUB aos negativos da Carris, transportadora de Lisboa, e da STCP, do Porto, falando em “tratamento distintivo”.

“A Carris e a STCP são injetadas pelo POSEUR, tal como acontece com os TUB, mas depois, na compensação de valores face a este programa, o Governo volta a comparticipar para que estes não se endividem. Já os TUB fizeram um investimento recente de 3 milhões de euros e apenas 1,5 foi financiado, o resto foi a própria empresa que se endividou”, realça, acrescentando que “o mesmo se verifica nos próximos 10 milhões de investimento onde 63% desse valor é resultado do próprio esforço dos TUB e da sua capacidade de endividamento.”

O líder centrista considera que a atitude discriminatória por parte do Estado condiciona a missão dos TUB, que são “uma empresa de referência, com resultados muito positivos”. O líder relembra que Braga consegue atrair e fixar mais de 200 mil pessoas, fora as milhares que todos os dias se deslocam para a capital do Minho para trabalhar e estudar, sendo que os TUB “precisam de investir numa nova frota”.

Francisco Mota compara o investimento estatal, ao abrigo do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos, que em Lisboa foi de 26,53 euros por pessoa, contra os 3,97 euros por pessoa na área da Comunidade Intermunicipal do Cávado (onde se insere Braga), afirmando que “o PART foi um bom exemplo, porque é melhor alguma coisa que coisa nenhuma, mas foi um mau exemplo porque voltamos a ver os bracarenses a carregarem a cruz do centralismo, face ao polo Lisboa/Porto”.

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