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Vila Verde e Braga com longas filas para aceder aos serviços do registo civil

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Escrito por Redação

O Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e Notariado (STRN) iniciou em agosto uma greve após a aprovação pelo Governo do decreto-lei que procede à revisão do estatuto remuneratório, “que provoca um corte nos salários, bem como a progressão na carreira e a reforma dos serviços do registo, que vivem num autêntico caos”.

Apesar do STRN ter desconvocado a greve marcada para esta semana, de 19 e 24 deste mês, as longas filas nestes serviços continuam. Esta manhã, em Vila Verde, as filas para o Cartão de Cidadão e Passaporte já eram longas. Em Braga, ontem, dia 19 de agosto, o cenário foi idêntico.

Junto ao Tribunal de Vila Verde, onde está sedeada a Conservatória do Registo Civil, as filas começam mesmo antes dos serviços abrirem ao público.

Cidadão denuncia “fila interminável” para registo civil em Braga

Um cidadão denunciou nas redes sociais, ontem, uma fila interminável para aceder aos serviços do registo civil, na Avenida Central, no Braga Shopping, em Braga.

Uma fila que saía para o exterior do edifício, lembrando que o registo civil se encontra no 2º andar do centro comercial em questão.

Face às greves dos colaboradores dos registos, esta situação chamou à atenção de quem passava em Braga na manhã de ontem.

A situação tornou-se viral nas redes sociais com a partilha de fotos na dimensão das filas e da revolta de quem “perdeu horas para conseguir um serviço público, que pagamos e não temos um serviço de qualidade”, ouvia-se entre os cidadãos presentes.

Para tratar de algo como o Cartão de Cidadão (CC), Passaporte ou mesmo marcar o casamento no civil, as filas intermináveis dos últimos dias causaram vários constrangimentos. As filas e marcações demoradas para o Cartão de Cidadão e Passaporte foram notícia este verão.

Para o STRN, a proposta de estatuto remuneratório para trabalhadores aprovado pelo Governo é um “ataque sem precedentes ao sistema registral português”, sendo também um “sinal muito claro” de que se pretende privatizar estes serviços, “uma vez que este setor arrecada 600 milhões de euros por ano”.

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