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Presidente da ACR de Cabanelas nega “perseguição e agressão” a inspetor da SPA

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) denunciou uma “perseguição e agressão” a um dos inspetores da instituição, no passado dia 23 de julho, em Cabanelas. David Araújo, presidente da Associação Cultural e Recreativa Amigos de Cabanelas, nega as acusações que foram feitas e divulgadas na comunicação social.

Alegadamente, o inspetor Carlos Ventura da SPA dirigiu-se à Associação, em Cabanelas, com o objetivo de conseguir os direitos de autor correspondentes “à utilização de obras protegidas num espetáculo” realizado naquela freguesia, uma vez que os espetáculos requerem a autorização da SPA.

Carlos Ventura terá sido “perseguido e agredido”, levando a SPA a apresentar uma queixa-crime por “ofensas corporais e por crime de usurpação”.

Contactado pelo Semanário V, o presidente da ACR Amigos de Cabanelas, David Araújo, afirma que as acusações são “ridículas e sem fundamento”, assegurando que se trata de uma “associação pacífica, que promove a cultura da terra, do concelho e do país”.

David Araújo assegura que não se encontrou com o inspetor no dia da alegada agressão. “Se ele realmente foi à associação, e admito que tenha ido, não veio ter comigo, não chamou por mim, não nos comunicou nada e isso é um sinal de má educação, foi um ato indigno”.

No que respeita à visita do inspetor Carlos Ventura à ACR Amigos de Cabanelas, David Araújo explica que “há um problema que existe há 3 anos. Na noite de fado dizem-nos sempre que temos de pagar uma taxa, mas não temos de pagar nada. São sete dias dentro do salão e são reservados aos sócios. Não cobramos dinheiro a ninguém, porque é uma associação sem fins lucrativos”.

Após a visita do inspetor da SPA, a GNR esteve no local, tendo falado com o presidente da associação, David Araújo e o presidente da Junta de Freguesia.

No dia do incidente estava a decorrer uma reunião de caçadores, amigos da ACR que lhes cedeu o espaço. “Veio um senhor da Sociedade de Portuguesa de Autores, não se apresenta e o que ele diz é grave, porque não fez um jogo claro connosco, nem sequer falou comigo. Que eu me tenha apercebido nunca houve nenhuma agressividade”.

A associação recebe um subsídio da Câmara de Vila verde e da Junta de Freguesia, tendo também ajuda de algumas empresas. Ao todo, tem mais de 200 sócios pagantes, sendo estes as pessoas que assistem aos espetáculos. “Alguns levam família, porque não lhes vamos dizer que não podem levar ninguém”.

 

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