Braga

Município de Braga planta 33 mil árvores nas zonas afetadas pelos incêndios de 2017

Estão em curso trabalhos de reabilitação e valorização dos ecossistemas ribeirinhos afetados pelos incêndios de outubro de 2017, em Braga.

Estes trabalhos estão baseados em projetos de recuperação de forma natural das linhas de água, que, segundo o Município de Braga, usa técnicas de engenharia natural, nas quias são aproveitadas árvores queimadas e ramos secos para fazer diques e consolidar margens.

Em outubro de 2017, Braga viveu o pior dia do ano com os incêndios que afetaram o concelho. O Município bracarense, desde então, tem implementado medidas de recuperação, entre as quais, a plantação de 33 mil novas árvores.

Além disso, a autarquia efetuou, ainda, um levantamento das linhas de água afetadas e do tipo de intervenções necessárias em 37 hectares, o que levou à plantação de milhares de árvores.

O presidente da Câmara de Braga relembra que o incêndio que deflagrou nas encostas levou à destruição de muita vegetação “e isso deixou as terras libertas”. Segundo Ricardo Rio, “os bracarenses sentiram essas consequências logo em dezembro desse ano, fruto das inundações que se verificaram, uma vez que os solos ficaram mais libertos e as águas das chuvas foram arrastadas a grande velocidade causando danos consideráveis”.

Para o edil, com estas intervenções são uma ferramenta para “prevenir novas ocorrências, criando zonas de proteção com drenagem águas e bacias de retenção que vão reduzir a velocidade e o caudal das enxurradas”.

O Município recorreu ainda a financiamentos atribuídos pela Agência Portuguesa do Ambiente através do Fundo Ambiental, juntando-se também investimento municipal, tendo sido disponibilizado um montante de 354 mil euros para efetuar os trabalhos de limpeza e desobstrução em rios e ribeiras.

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