Braga Destaque País

Estudantes de Medicina de Braga e Covilhã contestam mudança nos locais da prova de acesso à especialidade

UMinho - Campus de Gualtar
Redação
Escrito por Redação

Os alunos de Medicina de Braga e da Covilhã deixam este ano de poder realizar a prova nacional de acesso à especialidade nas respetivas cidades e a Associação Nacional de Estudantes condena esta decisão “centralista e discriminatória”.

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) escreveu uma carta aberta aos vários intervenientes no processo da prova de acesso à formação especializada, manifestando-se surpreendida com a “alteração drástica de exclusão” da prova em Braga e Covilhã.

A prova que permite aos recém-licenciados em Medicina o acesso a uma especialidade será este ano realizada no Porto, em Coimbra, em Lisboa e no Funchal e em Ponta Delgada. Os estudantes de Medicina reclamam que também os alunos das escolas médicas de Braga, da Covilhã e de Faro deviam poder fazer a prova nas respetivas cidades.

O coordenador do Gabinete da Prova Nacional de Acesso afirma que a escolha de cinco locais (três no Continente e dois nas ilhas) se deve à necessidade de tornar o mais uniforme e homogénea possível as condições de realização da prova.

“Não temos nada contra os estudantes de nenhum dos locais. O que pretendemos é conseguir para os estudantes equidade, segurança e qualidade na realização da prova”, justificou Serafim Guimarães em declarações à agência Lusa.

O responsável argumenta que há ainda a preocupação de ter uma vigilância mais apertada durante a realização da prova e de reduzir ao mínimo possível a fuga de informações sobre a Prova Nacional de Acesso.

Contactada pela agência Lusa, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), também envolvida neste processo, remeteu para informação disponível no seu ‘site’.

“As características físicas dos locais onde se realizam as provas são importantes para assegurar, por um lado, a qualidade da experiência e, por outro, o mínimo de perturbação durante a realização da mesma. Em anos prévios foram destacadas discrepâncias entre as condições de realização da prova em locais diferentes e reportes informais de candidatos que se sentiram prejudicados por tal”, refere a informação da ACSS.

A ACSS indica também que, depois de consultada a Associação Nacional de Estudantes de Medicina, a Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde, se entendeu importante “harmonizar as condições de administração da prova, por forma a reduzir o viés introduzido por estas na seleção”.

“A diminuição do número de locais de realização de prova resultou, assim, da identificação dos locais que garantissem as melhores condições médias para cada candidato/a”, acrescente a ACSS.

Na carta aberta dos estudantes de Medicina, a que a Lusa teve acesso, é pedida a reversão da situação atual, de modo a que os candidatos ao concurso possam realizar a prova nas localidades de origem das escolas médicas.

A Associação Nacional de Estudantes rejeita assim uma “prática centralista e discriminatória”.

O coordenador do Gabinete da Prova contesta ainda o argumento da Associação de Estudantes, indicando que quando realizam a prova estes alunos já terminaram as suas licenciaturas e, como tal, já não são, na prática, alunos das respetivas escolas médicas.

Comentários

Acerca do autor

Redação

Redação