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Em agosto, o comércio em Vila Verde não foi tão acentuado como em anos anteriores

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Em agosto, o comércio em Vila Verde sofre um crescimento acentuado, com a chegada dos emigrantes à terra natal. Os comerciantes não têm razão de queixa e afirmam que as vendas chegam a triplicar durante o mês.

Aumentam os carros nas estradas, mas o comércio agradece. Desde ourivesarias, talhos, ópticas ou pastelarias, a lojas de vestuário, os clientes vão aumentando desde julho até ao início de setembro, quando as vendas acalmam novamente.

Filipe Gomes, proprietário da Casa Gomes, no centro de Vila Verde, sublinha o facto de Vila Verde ser um “concelho de emigrantes”. “Em agosto as vendas aumentam significativamente e não é só a nível do comércio de vestuário, mas em todos os ramos, sobretudo na restauração”, disse Filipe Gomes, acrescentando que, “antigamente”, o crescimento de vendas era maior e mais notório.

O aumento é gradual e, em relação a junho e julho, as vendas aumentaram o dobro.

A poucos passos da Casa Gomes fica o Centro Ótico Ibérico, que também sofreu um impacto positivo nas vendas no mês de agosto. Ana Ponte refere que o aumento de vendas “sente-se sempre, mas este ano houve um fluxo maior de emigrantes”.

Para o comércio é “sempre benéfico”, apesar da clientela do Centro Ótico Ibérico ser “bastante” fidelizada. Em relação aos meses anteriores, o impacto nas vendas foi o dobro.

O Semanário V conversou, também, com Maria Alice, a funcionária mais antiga do Talho Meireles. A servir a comunidade desde o dia 1 de agosto de 1991, Maria Alice confirma que em agosto, à semelhança dos outros anos, a visita dos emigrantes gera um fluxo maior no mês de agosto e “é sempre bom e é sem dúvida o melhor mês”.

Todos os anos, os emigrantes “procuram no talho os produtos tradicionais da terra, para matar as saudades”.

Na padaria Pedro, a afluência de emigrantes foi, também, notória, mas não foi comparável a anos anteriores. “Não trabalhamos tão bem como em anos anteriores, mas trabalhamos bem”, disse Olga Afonseca ao Semanário V.

O número de vendas começou a aumentar no final de julho, uma vez que os emigrantes “não vieram tão concentrados no mês de agosto, como nos outros anos”, o que poderá ser uma das razões “pelo qual o agosto não foi tão forte” este ano.

Fotos: Luís Ribeiro / Semanário V

 

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